22 de novembro de 2012

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22/11/2012 -

Jorge Vieira -

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TJ e MP promovem caminhada pelo fim da violência contra as mulheres

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) e o Ministério Público
estadual promovem caminhada na Avenida Litorânea no domingo (25), às 8h
(com saída próximo ao posto do Corpo de Bombeiros), em comemoração ao
Dia Internacional dos 16 Dias de Ativismo pelo fim da violência contra
as mulheres. Ainda nesse dia e horário haverá atividade semelhante na
Avenida Beira-Rio, em Imperatriz. 
Os dois eventos são abertos à comunidade e marcam o início de ações
conjuntas para denúncia e conscientização sobre tema preocupante neste
Estado: a violência contra mulheres. A Coordenadoria Estadual da Mulher
em Situação de Violência Doméstica e Familiar do TJMA e a Vara Especial
de Combate à Violência Contra a Mulher de São Luís estão à frente da
organização da caminhada na Litorânea. O desembargador Raimundo Barros
representará o Judiciário.
Autor da indicação, o presidente Antonio Guerreiro Júnior fez
comunicado sobre a data na sessão plenária do TJMA nessa quarta-feira
(21), e convidou magistrados e servidores a participarem ativamente da
campanha. “Queremos difundir uma cultura de paz, respeito e igualdade
entre os gêneros”, anunciou.
Criada pelo Tribunal de Justiça para direcionar a luta estadual contra a
violência à mulher, a Coordenadoria tem como presidente a
desembargadora Nelma Sarney. O órgão realiza ações regulares – sempre
com caráter educativo – no sentido de discutir com a sociedade o
fenômeno da violência doméstica e das questões de gênero.  A proposta é
que juntos possam enfrentar as situações de conflito.

 

Estado tem alta incidência
Levantamento divulgado em agosto, com base em dados da Delegacia
Especial da Mulher em São Luís, mostrou aumento acentuado nas denúncias
de violência contra o gênero feminino. Na capital, foram mais de 3 mil
ocorrências registradas até aquele mês. Na maioria dos casos, as vítimas
tinham entre 18 e 29 anos de idade.
A delegacia acredita em números ainda mais assustadores. A maioria dos
casos não chega ao conhecimento das autoridades policiais em razão do
medo da mulher em denunciar o companheiro. Grande parte das agredidas
aponta a dependência econômica como justificativa.
A Lei Maria da Penha, que completou seis anos em 2012, é a forma mais eficaz de punição aos agressores.

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