18 de setembro de 2017

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18/09/2017 -

Jorge Vieira -

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Sarney bajula Temer de olho na sucessão estadual

Cumprindo a tradição de bajular todos os ocupantes do Palácio do Planalto, o ex-senador José Sarney (PMDB) foi no domingo (17) ao Palácio do Jaburu afagar Michel Temer e certamente tramar  para barrar a segunda denúncia do Ministério Público Federal contra o presidente golpista, Michel Temer (PMDB), por corrupção. Temer é acusado de comandar o “quadrilhão” que assaltou os cofres públicos do país.

Segundo informou o jornal Estadão, oficialmente, os dois fizeram uma avaliação do quadro político do País e falaram sobre a sua defesa em relação à denúncia apresentada na quinta-feira por Rodrigo Janot, mas se tratando de Sarney, o político mais malandro do país, é difícil acreditar que tenham tratado apenas de conjuntura política e do abraço que ele mandou ao secretário-geral da ONU, António Guterres.

Sarney e sua filha Roseana bajulam Temer, assim como fizeram com todos os ex-presidentes, de olho não nos interesses do país, mas de ajuda política e financeira para a campanha do seu moribundo grupo político, ameaçado de extinção em 2018, no Maranhão, com a provável derrota, pela segunda vez, para o governador Flávio Dino (PCdoB).

E o medo da extinção tem levado o grupo a encomendar “pesquisas” junto ao Instituto Escutec, do empresário Fernando Júnior, acusado de integrar a “Máfia de Anajatuba”, organização criminosa que roubava dinheiro da merenda escolar de um dos municípios mais pobres do Maranhão. As “pesquisas” feitas sob encomenda tem como finalidade convencer Brasília de que ainda existe salvação para a oligarquia Sarney no Maranhão, de onde foi destronada após quase cinquenta anos.

Para quem não lembrar, Fernando Júnior é um “pau mandado” do senador João Alberto (PMDB), amigo de carteado, que passou recentemente uma temporada na Penitenciária de Pedrinhas e até hoje é monitorado por Tornozeleira eletrônica por integrar a “Máfia de Anajatuba”. As pesquisas que vende para o grupo Sarney tem valor de uma nota de três reais, ou seja, não existe.

Segundo comentam nos bastidores da política local, as “pesquisas” encomendadas ao Escutec tem por finalidade manter a esperança do que ainda resta grupo em voltar ao poder, sob pena de uma debandada geral. Sem perspectiva de vitória, naturalmente a grande maioria dos partidos vai correr para a coligação de Flávio Dino. E Fernando Júnior recebeu a missão de tentar evitar a sangria, apresentando resultados favoráveis a Roseana, ainda que ela mesma saiba que tudo não passa de lorota. E como mentira tem pernas curtas, Roseana continua com medo de dizer que é candidata.

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