9 de abril de 2015

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09/04/2015 -

Jorge Vieira -

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Ricardo Murad precisa explicar pagamento por serviços de médico morto

Ainda vai render muito o caso
denunciado na imprensa sobre o pagamento irregular realizado pela gestão de
Ricardo Murad à ICN, por serviços médicos em nome do Dr. Luiz Alfredo Neto. O
ex-secretário de Saúde têm o dever e obrigação moral – se é que ele tenha
alguma – de explicar o ocorrido.
Acontece que o médico foi
assassinado no dia 9 de novembro de 2014 e a empresa que faturou milhões da
Saúde no governo Roseana Sarney cobrou e recebeu por serviços supostamente
realizados pelo médico em data posterior à sua morte, entre entre 16 de
novembro e 15 de dezembro de 2014, em hospital da Cidade de Coroatá, onde a
esposa de Ricardo é prefeita . Ou seja, o nome do médico pode ter sido usado de maneira criminosa,
ferindo sua memória e desrespeitando sua família.
O irmão do médico prometeu acionar a empresa INC na Justiça. Francisco
Soares afirmou que “caso seja comprovada a má-fé do ICN ao utilizar o nome
do doutor Luiz Alfredo Netto Guterres Soares para cobrar do Estado serviços
médicos indevidos, a família Soares tomará na Justiça as ações cabíveis de
reparo dos danos morais e materiais.”
O ex-secretário de Saúde, Ricardo
Murad, em vez de vir à público esclarecer o fato, tratou de acionar blogs,
serviçais e entidades subordinadas à sua família para tentar deturpar a
denúncia e fugir da responsabilidade de ter de se explicar. Em nenhum momento,
a denúncia foi contra o médico Luiz Alfredo, como querem fazer pensar.
Por outro lado, uma Nota sem pé nem cabeça, e que não explica
nada, foi emitida por “terceiros” não citados na denúncia. Na “explicação” do
Sindicato dos Médicos e do Conselho de Medicina “Dr Luiz Alfredo não
trabalhava naquele hospital e o objeto do contrato foi cumprido fielmente por
dois outros profissionais médicos.”
Ora, se o Dr. Luiz Alfredo sequer
trabalhava no Hospital de Coroatá e teve seu nome usado para receber por
serviços prestado naquele hospital, a denúncia parece ser mais grava ainda.
Logo, a “explicação” não bate. E estranha ainda que terceiros tenham que sair
em “defesa” do ICN. Por que a própria empresa não emite uma Nota pra se
explicar? E por que se cala o ex-secretário de Saúde?
Bem que ele poderia acionar os
seus parentes, filha e genro deputados, para subir à tribuna da Assembleia e
esclarecer os fatos.

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