1 de junho de 2015

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01/06/2015 -

Jorge Vieira -

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‘Reforma não pode institucionalizar o caixa 2’, diz Gilmar Mendes

Estadão – Na iminência de uma definição sobre a
legalidade do financiamento empresarial de campanhas eleitorais – tema que está
em discussão tanto no Congresso quanto no Supremo Tribunal Federal (STF) -, o
ministro Gilmar Mendes, da Corte, avalia que os desvios de contratos da
Petrobras já são “um financiamento público heterodoxo”.
Em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, Mendes afirma
temer a institucionalização do caixa 2. “Se nós adotarmos um modelo de
doações privadas de pessoas físicas com teto relativamente alto, muito
provavelmente vamos ter um sistema de laranjal implantado. É razoável
isso?”, questionou o ministro.
Na avaliação do ministro, é muito
provável que outras decisões do governo continuem sendo analisadas pelo
Supremo.
“Tivemos esse caso do Fies
[Fundo de Financiamento Estudantil], de ações restritivas de crédito e
redesenho de uma política pública. Certamente vamos ter debates aqui sobre
medidas do chamado ajuste fiscal envolvendo as ações do governo e do
Congresso.”
Mendes também fez comparações entre a
operação Lava Jato, que investiga irregularidades na Petrobras, e o mensalão.
“O que se vem revelando é algo muito mais sério do que o mensalão, que,
aparentemente, funcionou concomitantemente com o mensalão e por um período
alongado. Fico com a sugestão de que esse é um modo de lidar com o dinheiro
público, de como se entende a forma de governança.”
.

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