26 de setembro de 2011

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26/09/2011 -

Jorge Vieira -

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PSDB usa eleições de 2012 para testar nova geração

VERA MAGALHÃES
 
O PSDB vai usar as eleições de 2012 para promover uma “troca da guarda” geracional.  
Diante da recusa de alguns nomes consagrados em se candidatar, e do desgaste de outros, o partido vai promover candidaturas de desconhecidos ou abrir mão de ter candidato próprio em praças importantes.
O principal exemplo é São Paulo. O tucano mais bem posicionado nas pesquisas, o ex-governador José Serra, tem dito reiteradamente que não será candidato ao cargo que ocupou de 2005 a 2006.
 
Assim, a escolha se dará entre quatro novatos em disputas para o Executivo.
 
Deles, o que colhe melhor desempenho, segundo o Datafolha, é o secretário de Meio Ambiente, Bruno Covas, 31.
 
“O segundo turno em São Paulo se dará entre o nosso candidato e o do PT”, aposta o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE).
 
Ele também faz o discurso otimista sobre as chances do partido no resto do país, a despeito da constatação de que a maioria dos candidatos não tem experiência em disputas majoritárias. “Há um esforço para renovar os candidatos, e não é só no PSDB.”
 
A falta de um favorito em Estados governados por tucanos não é exclusiva de São Paulo. Em Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR), o PSDB nem sequer terá candidato -o apoio irá para o PSB, aliado do PT no plano nacional.
 
Na capital paranaense, o PSDB perdeu recentemente o líder nas pesquisas, Gustavo Fruet, que deixou o partido devido à falta de apoio do governador Beto Richa à sua intenção de disputar.
 
No Rio, a disputa pela candidatura tucana deve ficar entre o deputado federal Otávio Leite e a vereadora Andrea Gouveia. Qualquer um deles enfrentará uma aliança de vários partidos para a reeleição de Eduardo Paes (PMDB), que larga como favorito.
 
A única das estrelas do partido que cogita disputar em 2012 é o ex-senador Arthur Virgílio (AM), que não conseguiu se reeleger no ano passado. Ainda assim, teme desgaste de nova derrota.
 
A meta do PSDB é superar a marca de 2008, quando elegeu quatro prefeitos de capitais. Os tucanos acham que têm chances em Florianópolis (SC), São Luís (MA), Natal (RN), Teresina (PI), Maceió (AL) e João Pessoa (PB).
 
O cenário, caso se confirme, mudaria o perfil do PSDB: de partido essencialmente paulista, passaria a ter uma bandeira fincada no Nordeste, antes reduto do DEM e atualmente loteado por PT e PSB.

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