17 de Fevereiro de 2015

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17/02/2015 -

Jorge Vieira -

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Polícia Federal investigará morte de holandês no MA

Viúva diz que está ‘louca de raiva’ e critica a segurança no Brasil

O Globo

por Oswaldo Viviani*

SÃO LUIS – A Polícia Federal começa a
investigar nesta terça-feira o assassinato do holandês Ronald François Wolbeek,
de 60 anos, morto com um
tiro no peito, no domingo, quando estava dentro de seu iate, perto do Iate
Clube de São Luís
. Segundo o superintendente da PF no Maranhão,
Alexandre Silva Saraiva, o órgão entrará no caso pelo fato de a vítima ser
estrangeira. O barco onde o crime ocorreu já foi periciado pela Polícia Civil e
hoje será inspecionado pela PF.

Segundo a mulher de Ronald, a belga
Maria Rawie, de 69 anos, ele teria sido vítima de assaltantes, que invadiram o
iate em que os dois estavam. De acordo com ela, o alarme do barco soou, e o
marido foi verificar o que havia acontecido. Nesse momento, ele teria
encontrado duas pessoas a bordo e iniciado uma discussão. Segundo Maria, um dos
homens disparou duas vezes e atingiu Wolbeek no tórax. O iate estava atracado
próximo a uma favela, e barcos estrangeiros são alvo frequente de assaltos na
região.

ESPOSA PASSA POR EXAME

Maria contou à polícia que chegou a
limpar o ferimento de Ronald, mas, quando percebeu que ele estava ofegante,
pegou um bote e começou a remar. O primeiro registro do caso foi feito na
Companhia de Policiamento de Turismo (CPTur). De acordo com o relato de Maria,
os assaltantes fugiram em outra embarcação, sem levar nada do casal.

— Estou com raiva. Muita raiva. Louca
de raiva. Eu espero que a polícia e o governo brasileiro olhem mais para
pessoas como Ronald, para que outros turistas estejam seguros. Ele trabalhou no
barco durante 25 anos. E agora ele se foi — declarou a belga, que passou por um
exame residuográfico para identificar se existiam indícios de pólvora em suas
mãos. O resultado deve ficar pronto depois do carnaval.

— Estamos no início das investigações,
levantando as hipóteses. A verdade aparecerá — disse o delegado Jeffrey
Furtado.

O governo do Maranhão emitiu uma nota
dizendo que “todas as linhas de investigação serão apuradas pelo sistema de
segurança pública do Estado.”

Os turistas chegaram ao Brasil em 21 de
dezembro. (* Especial para O Globo)

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