18 de outubro de 2011

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18/10/2011 -

Jorge Vieira -

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Pedido de vista adia votação do projeto que estatiza a Fundação José Sarney

Um pedido de vistas do deputado Rubéns Júnior (PCdoB) adiou, por 24 horas, o parecer da Comissão de Constituição e Justiça, da Assembleia Legislativa, sobre o projeto de lei da governadora Roseana que estatiza a Fundação José Sarney.
Um pedido de urgência apresentado em plenário pelo deputado Jota Pinto (PR) pretendia votar a criação da Fundação da Memória Republicana Brasileira a “toque de caixa” e sem a menor discussão, visto que a mensagem governamental somente foi publicada no Diário Oficial da Casa na tarde de segunda-feira, momentos antes de iniciar a sessão.
Embora o deputado Rubéns Júnior tenha conseguido adiar a votação da matéria, o PL, a exemplo de todos os outros encaminhados pelo Palácio dos Leões, será votado e aprovado pela maioria governista, provavelmente na sessão de amanhã ou quinta-feira.  
Os deputados da base do governo, apesar do alerta da oposição para a imperfeição do projeto e das falhas verificadas na citação de incisos não existentes na Constituição, pretendiam votar a matéria de qualquer jeito, mas foram impedidos com o pedido de vistas.
O deputado Magno Bacelar, escalado para divertir o plenário com sua defesa estapafúrdia do governo, tratou de jogar palavras ao vento com a única finalidade de confundir, provavelmente, os telespectadores da TV Assembleia, já que no plenário todos já conhecem o roteiro do seu exercício de puxasaquismo.
Magno Bacelar chegou ao absurdo de classificar Sarney, um presidente que levou o Brasil a uma inflação de 100 por cento ao mês e enfrentou CPI da Corrupção, “como o melhor presidente que o país já teve”. Bacelar fez pior ainda: considerou justo que o Estado pague as despesas da Fundação do ex-presidente.
O parlamentar governista quis buscar no ex-governo de Jackson Lago a justificativa para a imoralidade que está sendo feita pela governadora. Leu, na tribuna, o projeto encaminhado pelo ex-chefe da Casa Civil, Aderson Lago, no qual o Estado retomava o prédio do Convento das Mercês, que havia sido doado para a Fundação José Sarney.
Magno só esqueceu ou fez questão de esquecer, que o governo Jackson Lago queria retomar o prédio que foi doado de forma ilegal pela governadora a seu pai. Não conseguiu porque Sarney encontro na Justiça, como sempre, amparo para reaver o mimo ganho da filha de presente.
Ao se manifestar contra o projeto, o líder da oposição, Marcelo Tavares, lembrou que é o único ex-presidente que está recorrendo ao Estado para pagar as despesas de sua Fundação. Luís Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso mantêm seus acervos preservados por conta própria.    
    

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