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  • Jorge Vieira
  • 16/set/2011

Celso Arnaldo: a dupla Pedrinho e Gastão prova que o mais impune dos brasileiros tomou de assalto parte do governo

Celso Arnaldo Araújo
O novo ministro do Turismo se chama Gastão – homenagem sem graça ao país da piada pronta. Nem o mais fanático leitor de jornais, daqueles que devoram editais, obituários e classificados, jamais encontrou, nos últimos 20 anos, a mais remota referência a seu nome ou figura num rodapé de página– muito menos no mesmo parágrafo da palavra Turismo.
E após sua estreia fisionômica nos jornais de hoje, afaste-se de imediato a tentação politicamente incorretíssima de evocar a teoria lombrosiana. Nem nela Gastão se encaixa: feição mais comum, impossível — um despercebido permanente, até aqui amalgamado ao barro grosso do baixo clero da Câmara. Leu-se hoje, ao lado da foto inédita e da notícia espantosa de sua nomeação como ministro de Estado, que está no quinto mandato como deputado federal, é advogado e mestre em direito, milita na área de educação e é torcedor do Sampaio Corrêa. Agora, com todas as prerrogativas do melhor cargo de sua vida, assinará cheques, nomeará pessoas, controlará verbas vultosas.
O fato de ser um absoluto desconhecido da opinião pública e de não apresentar nenhuma credencial para o cargo não teve o menor peso no nihil obstat de Dilma – porque Gastão é deputado do PMDB do Maranhão e, desnecessário dizer, embora os jornais de hoje redundem na informação para os desavisados, “pertence ao grupo do senador José Sarney”.
É o grupo do mais impune dos brasileiros que afronta o país com sua liberdade plena para tomar de assalto parte da administração federal e desviar dinheiro público. É o grupo que teve o desplante de impor a Dilma, no começo do seu governo, um homúnculo moral como Pedro Novais, agora substituído por Gastão. O defeito de Novais não era em absoluto a velhice, mas a velhacaria e a assombrosa mediocridade de sua existência – plenamente confirmada em oito meses penosos à frente do Ministério do Turismo.
O Turismo, pasta absolutamente inútil para o desenvolvimento desse setor no país, mas resort burocrático com extraordinário potencial para um tour “all inclusive” às falcatruas da classe política brasileira, é da “cota” do PMDB. Não vale um décimo das diretorias da Petrobras também ocupadas por peemedebistas, em termos de oportunidade de negócios, mas é da cota, e o que é combinado não é caro.
Em nenhum momento, por um laivo de consciência ou de ínfimo pudor, nem por uma estratégia política para compensar o desatino da indicação anterior de Novais, os próceres do PMDB pensaram em deixar Dilma à vontade – se ela quisesse essa liberdade – para apontar ou pelo menos cogitar de alguém do ramo, fora da cota para larápios. Michel Temer, fiador do contrato de aluguel do PMDB com Dilma, não admitiria esse gesto de brasilidade. Voltou de um período de vilegiatura particular na Bahia, com um desarranjo intestinal que contraindicava até um pigarro, para fazer força por Gastão. É como se Novais não tivesse contado.
Quando estourou o escândalo da Operação Voucher, Sarney fez que não era com ele. Só conhecia Novais de vista – e para se ter vista de Pedrinho, com seu 1m46 de altura, era preciso chegar bem perto. Sarney se afastou. Era como se dissesse: “Esse não valeu”. Agora, com Gastão, preenche-se a lacuna que existia desde a posse de Pedro Novais.
Pelos primeiros sermões de Vieira hoje na TV, o novo ministro é troncho e igualmente medíocre – traços genéticos dos sarneyzistas. As outras características do DNA do grupo virão a seu tempo – cabendo a vigilância à imprensa naturalmente.
Dilma, que em absoluto se sentiu incomodada com as reinações de Pedrinho e com mais um ministro da legenda que cai no valão dos malandros, foi prestigiar o seminário do PMDB, hoje, e agradeceu, daquele seu jeitão destrambelhado, o “apoio” do partido a seu governo.
A presidente dá, todos os dias, prova de seu despreparo acintoso para o cargo – mas pelo menos ainda tentava mostrar um certo pendor pela autoridade de seu mandato. Ao ceder de novo à chantagem do PMDB, na qual o ministério do Turismo é só uma ponta minúscula, ela mostra também uma profunda ignorância política.
Governos de coalizão, como supostamente é este, de Lula/Dilma, são próprios de regimes parlamentaristas – onde a responsabilidade de mando e poder é compartilhada entre as forças que o apóiam, inclusive em eventuais desastres. Num sistema presidencialista, a divisão do governo ao nível de partilha entre políticos que se comportam como predadores de uma empresa privada, ávidos por lucros, gera uma situação esdrúxula: o bônus é dos acionistas – Sarney, Temer e companhia bela. O ônus pelas indicações cegas, sem filtro protetor, é todo do presidente. O Brasil é hoje o único país do globo com essa patológica dinâmica de poder.
Quem perdeu mais com as travessuras de Pedrinho Novais: Dilma ou Sarney?
(Coluna Augusto Nunes – Veja.com)

  • Jorge Vieira
  • 16/set/2011

Mídia nacional abre fogo contra Gastão Vieira

Gastão Vieira cumprimenta o padrinho José Sarney em fórum do PMDB
O novo ministro do Turismo, Gastão Vieira, que toma posse hoje, em Brasília, amanheceu debaixo de fogo cerrado da mídia nacional.
Desde as primeiras horas da manhã, rádios com alcance nacional, como a Jovem Pam, escaramuçam a vida política e privada do deputado federal.
Vale tudo para atingir e minar a dignidade do novo titular da pasta, empurrado goela abaixo da presidenta Dilma Rousseff pelo insuperável honorável senador José Sarney (PMDB).
Começaram trazendo à luz do dia alguns escorregões do deputado “ficha limpa” peemdebista”, mas nada que possa ameaçar, ainda, a permanência no cargo.
Por enquanto só encontraram a nomeação da filha para o gabinete, uso indevido do apartamento funcional e declarações que o colocariam em situação de dificuldades dentro do próprio PMDB.
O tiroteio poderia ter intensidade maior se a imprensa nacional se desse ao trabalho de conversar com setores da oposição maranhense sobre o tempo em que Gastão Vieira foi secretário de Planejamento do Maranhão.
É acusado de ter quebrado o Estado.  
    

  • Jorge Vieira
  • 16/set/2011

“Não vivo em corriola”, diz novo ministro do Turismo

Na véspera de tomar posse no Turismo, Gastão Vieira afirma que o peso de Sarney ‘deve ter sido forte’ para a sua escolha

Para o peemedebista, a Caixa tem uma ‘puta responsabilidade’ por irregularidades em emendas de deputados

ATIA SEABRA
NATUZA NERY

DE BRASÍLIA

O novo titular do Turismo, Gastão Vieira, 65, que assume o cargo com o desafio de tirar o ministério da agenda negativa, diz que o fato de não viver “aqui e ali em corriola [grupo de pessoas desonestas]” pesou para sua escolha. E avisa: se não for possível mudar, “eu saio”.
Ligado aos Sarney, ele afirma que seria “diminui-lo muito” atribuir sua nomeação somente ao peso da família. E que tentará mudar a imagem do ministério.
Leia os principais trechos da entrevista.

 http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/ep.gif
Folha – Dá um frio na barriga assumir um ministério assim?
Gastão Vieira – O clima para não ter uma agenda positiva é muito forte. É preciso ser criativo para sair da agenda negativa. Podemos transformá-lo em ministério estratégico.

Mas o Turismo está sempre envolvido em escândalos…
Nossa auditoria em curso vai prosseguir.
Vou pedir à CGU (Controladoria-Geral da União) que indique um representante dela para atuar na investigação interna, sinalizando que no setor não tem interferência política nem conivência.

O senhor é crítico do mensalão, mas entra para uma equipe que é continuidade da anterior.
Fui, sim [um crítico]. Tenho 24 anos de vida pública. Se tenho oportunidade de fazer alguma coisa mudar, eu topo. Não me sinto atingido. Não tem esse problema se eu conseguir trazer o ministério a uma agenda positiva.

E se perceber que não?
Eu saio. Estou despido de vaidade.

O Turismo vive de emendas ao Orçamento, uma das origens de desvios.
O ministério nasce assim. Não estou criticando, mas o ministério nasce com um grande trabalho do [ex-]ministro Walfrido dos Mares Guia, que usou seu prestígio para conseguir emenda, porque praticamente não tinha orçamento.

Mas é a regra.
Vai continuar assim? Vai. Critica-se muito as emendas, mas a Caixa está lá para fiscalizar.
Quem assina contrato, aprova a licitação e libera a parcela é a Caixa. A Caixa tem uma puta responsabilidade. Nesse negócio de emenda, o ministério é um simples repassador do dinheiro para a Caixa.

Incomoda-o não ter apoio integral do PMDB?
Recebi apoio absoluto do meu líder [Henrique Eduardo Alves] para o ministério. Quem me levou para falar com a Dilma foi o Michel [Temer].
Para mim, a bancada se diz encantada. Falam: “Pô, finalmente colocaram um cara lá que está preparado intelectualmente”. Se a turma, por trás, está dizendo outra coisa, não sei.

Dilma exigiu um ministro ficha-limpa.
Isso é uma postura de vida. Se alguém disser isso ou aquilo de mim, primeiro, me dê o benefício da dúvida.

Sua escolha representa mudança de perfil ético no ministério?
Não tenho intimidade com a presidente para dizer isso. Mas, na hora em que ela dá um ministério a um deputado como eu, que não vivo aqui e ali em corriola, após examinar meu currículo e minha vida passada, acho que é uma chance nova [de mudança], sim.

Qual o peso da família Sarney?
Deve ter sido forte. O presidente Sarney tem muita ligação com a presidente. Não vou dizer que foi só o peso da família. Construí uma história. Eu trabalho, tenho opiniões.

Está dizendo que não é só um afilhado dos Sarney?
Seria me diminuir muito. Se pegarem minha folha de votações, verão várias oportunidades em que votei contra interesses.
Não sou genérico, que serve para qualquer coisa. Custou para construir uma vida acadêmica.

É correto o presidente Sarney, senador pelo Amapá, usar um helicóptero da polícia em viagens particulares?
Como ex-presidente da República, ele tem direito a transporte oficial. Acho que não cometeu delito. Ele poderia dispensar, mas não me parece que cometeu delito.

  • Jorge Vieira
  • 15/set/2011

Governo terá que reajustar salários dos servidores da UEMA

A governadora Roseana Sarney (PMDB) terá que reajustar em 21,7% os rendimentos de um grupo de servidores da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), referentes à diferença do aumento de 30% concedido apenas a algumas categorias pela Lei 8.369/2006. A decisão é da 3ª Câmara Cível, na sessão desta terça-feira, 15, na qual acatou recurso do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Estadual do Maranhão (Sintuema) e do Ministério Público Estadual (MPE).
O Sintuema e o MPE recorreram contra sentença da 5ª Vara da Fazenda Pública da capital, que extinguiu e negou os pedidos de pagamento do reajuste concedido por meio da Lei 8.369/2006. A citada lei tratou da revisão geral de vencimento dos servidores estaduais.

A ação cobrava 21,7% de diferença, retroativos a março de 2006, alegando que o reajuste ocorreu de maneira diferenciada, pois os servidores de nível médio e fundamental receberam reajuste de 8,3%, enquanto os de nível superior de 30%, o que estaria ferindo princípios constitucionais, como o da isonomia.

O relator dos recursos, desembargador Cleones Cunha, entendeu que a lei que tratou da revisão geral anual dos servidores feriu o inciso X do artigo 37 da Constituição Federal, que determina o reajuste dos servidores públicos sem distinção de índices, de forma que leis não podem estabelecer aumentos diferenciados a determinados setores ou categorias do funcionalismo, sob pena de inconstitucionalidade.

O voto de Cleones Cunha, determinando a implantação da diferença de 21,7% aos servidores, foi acompanhado pelos desembargadores Lourival Serejo e Stélio Muniz.

Juliana Mendes
Assessoria de Comunicação do TJMA

  • Jorge Vieira
  • 15/set/2011

Deputados somem do plenário da Assembleia Legislativa

Pela primeira vez na presente legislatura a Assembleia Legislativa deixou de realizar sessão por falta de quorum.
No horário destinado à abertura dos trabalhos estavam em plenário apenas os deputados Hélio Soares, Magno Bacelar, Marcelo Tavares e Jota Pinto.
O Regimento da Casa exige quorum mínimo de seis parlamentares para a abertura da sessão ordinária.
Após expirar o prazo de tolerância regimental, vários deputados adentraram ao plenário e chiaram barbaridade com a não realização da sessão.
Alguns alegavam que estavam despachando em seus gabinetes e já anunciavam que irão propor nova mudança no regimento para que seja computada a presença do parlamentar que estiver no prédio do Palácio Manoel Bequimão.
Vários parlamentares que pretendiam usar a tribuna para jogar loas no novo ministro do Turismo tiveram que adiar para amanhã os seus discursos “elogiosos” a Gastão
Ex-prefeito de Pinheiro abre o bico
O ex-prefeito de Pinheiro, ex-deputado José Genésio, resolveu dar uma de “advogado do Diabo” e partiu para a defesa do demitido ministro Pedro Novais, hoje, pelos corredores do Poder Legislativo.
Falando em voz alta, para que todos escutassem, Genésio lamentava a demissão de Novais por ter pago a governanta com dinheiro da Câmara Federal.
“Isso é molecagem demitir um ministro porque pagou uma governanta com dinheiro público. Se o critério for esse, basta dar uma investigada aqui na Assembleia que não vai sobrar um deputado”, atirou o ex-prefeito.
Genésio deve falar com conhecimento de causa, a final foi eleito três vezes para representar o povo da Baixada no Poder Legislativo, antes de se eleger prefeito e aprontar todas até ser cassado pela Justiça, por atos de improbidade administrativa.  
Prévia petista
Após o congresso nacional do PT deliberar pelo lançamento de candidatura própria em todas as capitais e em cidades com mais de 150 mil habitantes, o deputado Bira do Pindaré anda muito otimista com a possibilidade de representar a legenda na sucessão municipal.
Para o parlamentar, o ideal seria uma articulação envolvendo todas as tendências petistas em torno de uma única candidatura, mas que, se isso não for possível, as prévias definirão quem será o candidato do PT a prefeito de São Luís.

  • Jorge Vieira
  • 15/set/2011

Sarney dá uma “lambreta” para emplacar Gastão Vieira

A presidenta Dilma Rousseff ensaiou um ato de resistência ao presidente do PMDB, José Sarney. Mas durou pouco.
Na reunião dos vice-líderes no fim da tarde de ontem, o deputado Henrique Eduardo Alves (RN) comunicou – com todas as letras – que um nome do Maranhão, no caso o próprio Gastão Vieira, tinha poucas chances porque Dilma estava resistindo a substituir Pedro Novais por outro aliado de Sarney.
Seria constrangedor apresentar uma lista tríplice sem o nome preferido de Sarney e aí surgiu a esdrúxula saída – pelo menos publicamente – de indicar toda a bancada.
Quando Alves e o vice-presidente Michel Temer acreditavam que Sarney havia jogado a toalha, o presidente do Senado deu uma “lambreta” na última hora. Disse que o cargo era dele. E, como se sabe, Sarney não abre mão de nenhum espaço político.
Sua mira foi melhor do que a do jogador Leandro Damião.

  • Jorge Vieira
  • 15/set/2011

Ficha limpa garantiu Gastão no Ministério do Turismo

Em entrevista ao programa Bom Dia Brasil (Globo), desta manhã, o novo ministro do Turismo, deputado Gastão Vieira (PMDB), não deixou dúvidas de que a presidente Dilma Rousseff aceitou a indicação do presidente do Senado José Sarney (PMDB) porque não encontrou entre os outros 79 deputados federais do partido nenhum com ficha limpa.   

O novo ministro, considerado uma das cabeças pensantes da oligarquia do senador José Sarney, disse não ser centralizador, mas adiantou que vai acompanhar de perto tudo que estiver ao seu redor, certamente, para não ser surpreendido.
Parece mentira, mas é a pura verdade, finalmente encontramos alguém com mandato ficha limpa no grupo da governadora Roseana Sarney. Após tantas notícias ruins veiculadas na imprensa nacional, envolvendo políticos do Maranhão, descobriram que aqui nem todos são iguais.
No quinto mandato como deputado federal, o advogado e mestre em direito Gastão Vieira (PMDB-MA), de 65 anos, tem longa trajetória na área de educação e dedicou-se, em geral, a assuntos regionais. Por duas vezes, Gastão Vieira se licenciou para assumir as secretarias estaduais de Educação e Planejamento, no Maranhão. Na última ocasião em que se licenciou, em 2009, foi secretário durante a gestão da governadora do Maranhão, Roseana Sarney.
Apontado como simpático e de temperamento fácil, Gastão Vieira transita com facilidade entre os colegas no Congresso Nacional. O novo ministro é descrito pelos parlamentares como discreto e distante das articulações de bastidores e políticas. Gastão Vieira preferiu se engajar em negociações técnicas relativas à educação, cultura e

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