30 de dezembro de 2011

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30/12/2011

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Foto: Pesquisa aponta crescimento do Pastor Porto em Imperatriz O pré-candidato do PPS a prefeito de Imperatriz, Pastor Luiz Porto, é o terceiro colocado na disputa pela prefeitura da segunda maior cidade do Maranhão. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Amostragem, nos dias 17, 18 e 19 deste mês, Porto tem 13% das intenções de votos. […]

Foto:

Imperatriz: Pastor Porto já é o terceiro e tem um dos menores índices de rejeição, aponta pesquisa
Pesquisa aponta crescimento do Pastor Porto em Imperatriz

O pré-candidato do PPS a prefeito de Imperatriz, Pastor Luiz Porto, é o terceiro colocado na disputa pela prefeitura da segunda maior cidade do Maranhão. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Amostragem, nos dias 17, 18 e 19 deste mês, Porto tem 13% das intenções de votos.

O atual prefeito Sebastião Madeira (PSDB) lidera a pesquisa com 27% das intenções de votos seguido pelo pré-candidato do PMDB, Ildon Marques, com 25% da preferência dos entrevistados. Mas, o peemedebista deve enfrentar problemas para ser candidato caso a Lei da Ficha Limpa seja adotada pela Justiça Eleitoral para as eleições de outubro de 2012.

De acordo com a pesquisa da Amostragem, o deputado estadual Carlinhos Amorim, pré-candidato do PDT, aparece na quarta colocação com 12,5%; seguido do vereador Edmilson Sanches (PCdoB) com 10,67% e do radialista Justino Filho (PTC) com 3,17% das intenções de votos.

Num cenário em que o empresário Ribinha Cunha (PR) substitui Ildon Marques, o Pastor Porto aparece em segundo lugar empatado tecnicamente com o pedetista Carlinhos Amorim. O pré-candidato do PPS tem 17,33%, enquanto Amorim fica com 18,17%. Neste cenário, Madeira lidera com 28,17% das intenções de votos.

Porto mostrou-se satisfeito com o resultado da pesquisa. “Na condição de pré-candidato do PPS a prefeito de Imperatriz, meu objetivo era começar 2012 com 10 por cento da intenção de votos”, disse em sua página no Facebook.

O relatório da pesquisa da Amostragem afirma que “há um nítido equilíbrio na disputa de Imperatriz (…)”.

BAIXA REJEIÇÃO
O ex-vice-governador do Maranhão tem uma dos menores índices de rejeição entre os pré-candidatos. O prefeito Madeira e o ex-prefeito Ildon Marques são os mais rejeitados pelo eleitorado de Imperatriz. O tucano tem 25,33% de rejeição, enquanto o peemedebista aparece com 23,33%. Pastor Porto aparece com menos de 10% de rejeição, enquanto o menos rejeitado pelos eleitores é o pré-candidato Edmilson Sanches com 8,17%.

O Instituto Amostragem ouviu 600 eleitores. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

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30/12/2011

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Pesquisadores estudam 11 anos de CPIs e contrariam o senso comum. Na avaliação deles, instrumento legislativo é mal compreendido e, dentro de sua função institucional, cumpre seu papel Por Fábio Goes Para um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), o senso comum está equivocado: as comissões parlamentares de inquérito (CPIs) não acabam […]

Pesquisadores estudam 11 anos de CPIs e contrariam o senso comum. Na avaliação deles, instrumento legislativo é mal compreendido e, dentro de sua função institucional, cumpre seu papel
Por Fábio Goes
Para um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), o senso comum está equivocado: as comissões parlamentares de inquérito (CPIs) não acabam em pizza. É o que conclui o ensaio “As CPIs acabam em pizza? Uma resposta sobre as comissões parlamentares de inquérito no presidencialismo de coalizão”, de autoria de Lucas Queija Cadah e Danilo de Pádua Centurione, em trabalho registrado no livro O papel do Congresso Nacional no presidencialismo de coalizão (Konrad-Adenauer-Stiftung, 2011).
Como o Congresso em Foco publicou ontem (29), o livro aborda, entre outras questões, a passividade do Legislativo diante do Executivo.
No caso das CPIs, o desconhecimento por parte da opinião pública sobre o poder investigatório das comissões estimula a percepção de que as apurações não dão em nada, apontam os estudiosos. Os pesquisadores lembram, por exemplo, que as CPIs não têm poder de punir ou de indiciar diretamente os investigados. Mas podem recomendar ao Ministério Público que indicie os envolvidos e apresentar suas conclusões à Polícia Federal. De acordo com o estudo, 42% das CPIs analisadas enviaram sugestões de indiciamento aos promotores e procuradores. Esse índice de recomendação chega a 75% nas comissões formadas por deputados e senadores (mistas).
“Não compete às CPIs a responsabilização dos envolvidos. Com base nessa percepção e nos resultados finais das análises dos relatórios, nos parece inexata a opinião bastante difundida no caso brasileiro de que as comissões parlamentares de inquérito ‘acabam em pizza’”, afirmam os autores do estudo.
Mérito legislativo
Lucas e Danilo examinaram os relatórios das 43 CPIs instaladas na Câmara, no Senado e no Congresso (mistas) entre 1999 e 2010. O maior mérito delas, segundo os pesquisadores, não está nos pedidos de indiciamento, mas na produção legislativa: 75% das comissões parlamentares de inquérito que funcionaram nesse período propuseram alguma mudança na legislação. Todas as CPIs mistas e do Senado em atividade nos 11 anos estudados apresentaram sugestões legislativas.
Criada em 1999 no Senado, a CPI do Judiciário, por exemplo, elaborou projeto de lei que definia os crimes de responsabilidade de magistrados dos Tribunais Superiores Regionais e Federais, bem como, juízes federais, desembargadores e membros do Ministério Público, passíveis de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Já a CPI mista dos Cartões Corporativos propôs a normatização do uso dos cartões, limitando-os ao suprimento de fundos e estabelecendo a publicidade dos respectivos extratos bancários, destacam os pesquisadores.
No texto, os autores dizem que uma maneira eficaz de mensurar o desempenho de uma CPI é por meio do teor de seu relatório final. Eles extraíram conclusões a partir de três tipos de encaminhamento do trabalho final: instituições acionadas pelas CPIs; grau de conclusões de responsabilização criminal e civil, e desempenho propriamente legislativo (apresentação de projetos de lei relativos aos temas investigados).
Confira a tabela com o registro de acionamento de instituições movido pelos relatórios finais de todas as CPIs analisadas no período acima mencionado:
Instituição/Casa
Câmara (29)
Mista (7)
Senado (7)
Total (43)
Legislativo
80%
100%
57%
79%
Judiciário
45%
72%
29%
47%
Executivo
97%
85%
72%
91%
Min. Público
86%
85%
85%
86%
Polícia Federal
52%
72%
57%
56%
TCU
49%
43%
72%
51%
CGU
3,5%
43%
29%
14%
Com base nos registros oficiais, Lucas e Danilo constatam que a proposição de projetos de lei ou sugestões de alteração de legislação são os resultados mais frequentes das CPIs, com 75% das orientações dos relatórios (índice de 100% nas mistas e nas do Senado), como 
registra a tabela abaixo.
Instituição/Casa
Câmara (29)
Mista (7)
Senado (7)
Total (43)
Indiciamentos
35%
72%
43%
42% (18)
Projetos/alterações
62%
100%
100%
75% (32)
Sugestão de comissão especial
10%
29%
29%
16% (7)
Incompreensões
Os pesquisadores apontam algumas das incompreensões sobre os trabalhos das CPIs. Uma das mais recorrentes, destacam, é a limitação constitucional do poder de investigar garantido aos parlamentares. Mesmo usufruindo de poderes investigatórios de autoridades judiciais, o inquérito instaurado pelo Legislativo não é de caráter judicial nem administrativo, mas sim político-legislativo.
“As CPIs, por sua natureza completamente investigatória, não têm atribuição constitucional de julgar ou impor penas. No marco jurídico nacional, essas devem produzir relatórios finais com recomendações e encaminhamentos às outras instituições para a responsabilização civil ou criminal dos envolvidos.”
Depois que a CPI aprova seu relatório final, as responsabilidades passam a ser distribuídas. O relatório deve ser apresentado à Mesa Diretora da respectiva Casa e encaminhado aos órgãos de controle e fiscalização do Executivo e ao Ministério Público.
O texto pode incluir resoluções, projetos de lei, indiciamentos, encaminhamento e recomendações aos outros poderes. O encaminhamento das questões legislativas cabe, então, ao Senado e à Câmara. Já a responsabilização criminal ou civil dos infratores precisa ser providenciada pelo Ministério Público.
Em andamento
No primeiro ano desta legislatura (2011-2014), o Senado instalou duas CPIs – a que investiga irregularidades no Escritório Central de Arrecadação e Distribuição – Ecad (confira) e a que versa sobre tráfico nacional e internacional de pessoas no Brasil (saiba mais). As duas ainda estão em andamento.
Na Câmara, apenas uma CPI começou a tramitar este ano: protocolada com 206 assinaturas no penúltimo dia de trabalhos, 21 de dezembro, a chamada “CPI da Privataria” só será instalada, com as devidas definições de presidente e relator, depois do recesso parlamentar.
De autoria do deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), a CPI da Privataria se prestará a investigar a denúncia de pagamento de propina e lavagem de dinheiro durante as privatizações da década de 1990, operadas no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). As acusações estão no livro A privataria tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Júnior (leia entrevista exclusiva com o autor), que também aborda acusações sobre espionagem dentro do próprio PT.
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30/12/2011

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DE SÃO PAULO – O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, criticou ontem a concessão de licenças-prêmio a desembargadores por meio da contagem do tempo em que os magistrados trabalharam como advogados, antes de ingressarem no serviço público. Ontem a Folha revelou que 22 desembargadores do Tribunal de Justiça de […]

DE SÃO PAULO – O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, criticou ontem a concessão de licenças-prêmio a desembargadores por meio da contagem do tempo em que os magistrados trabalharam como advogados, antes de ingressarem no serviço público.
Ontem a Folha revelou que 22 desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo oriundos da advocacia tiveram o benefício concedido por conta do período anterior à magistratura. O próprio TJ já anulou as concessões, após o início de uma inspeção do Conselho Nacional de Justiça no dia 5.
“O fundamento da licença-prêmio é a efetiva prestação do serviço público. O tempo de advocacia só pode ser considerado para efeitos de aposentadoria e disponibilidade”, disse o presidente da OAB.
Para Cavalcante, “não é saudável que os egressos da advocacia pleiteiem esse tipo de vantagem não prevista em lei”.
Ele afirmou que os desembargadores que tenham recebido o benefício em dinheiro devem devolver espontaneamente os valores ao tribunal.
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30/12/2011

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DO RIO – O site da “Revista de História da Biblioteca Nacional” (revistadehistoria.com.br) divulgou na noite de ontem uma lista com 233 nomes de acusados de tortura durante a ditadura militar. Ela faz parte do acervo pessoal do líder comunista Luiz Carlos Prestes (1898-1990), que será doado ao Arquivo Nacional, no Rio, no próximo dia […]

DO RIO – O site da “Revista de História da Biblioteca Nacional” (revistadehistoria.com.br) divulgou na noite de ontem uma lista com 233 nomes de acusados de tortura durante a ditadura militar.
Ela faz parte do acervo pessoal do líder comunista Luiz Carlos Prestes (1898-1990), que será doado ao Arquivo Nacional, no Rio, no próximo dia 3. A revista teve acesso exclusivo ao acervo -que inclui fotos e cartas familiares- e publicará parte dele em sua edição de janeiro.
A lista faz parte do documento “Relatório da 4ª Reunião Anual do Comitê de Solidariedade aos Revolucionários do Brasil”, de fevereiro de 1976.
Segundo a revista, ela foi elaborada em 1975 por 35 presos políticos que cumpriam pena.
Entre eles estavam Hamilton Pereira da Silva, hoje Secretário de Cultura do Distrito Federal, José Genoino, ex-presidente do PT e assessor do Ministério da Defesa, e Paulo Vanucchi, ex-ministro dos Direitos Humanos.
A relação já havia sido publicada em 1978, pelo semanário alternativo “Em Tempo”.
(Folha de São Paulo)
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29/12/2011

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Porto e o presidente nacional Roberto Freire O ex-vice-governador Pastor Luiz Carlos Porto é o novo presidente da Comissão Provisória do PPS (Partido Popular Socialista) no município de Imperatriz. A juíza aposentada Maria das Graças Carvalho de Sousa também integra a nova Comissão Provisória. A vigência do Diretório Municipal de Imperatriz expirou no último dia […]

Porto e o presidente nacional Roberto Freire

O ex-vice-governador Pastor Luiz Carlos Porto é o novo presidente da Comissão Provisória do PPS (Partido Popular Socialista) no município de Imperatriz. A juíza aposentada Maria das Graças Carvalho de Sousa também integra a nova Comissão Provisória.
A vigência do Diretório Municipal de Imperatriz expirou no último dia 15 de dezembro.
Presidente de honra do PPS Maranhão, o pastor Luiz Porto é pré-candidato a prefeito de Imperatriz nas eleições de outubro de 2012. A pré-candidatura do Pastor Porto é avalizada pelas direções estadual e nacional do PPS.
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29/12/2011

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A temporada de caça ao voto sequer começou, mas os pré-candidatos já dão demonstração que na campanha eleitoral que se aproxima valerá tudo, inclusive golpe abaixo da linha de cintura.  Nos bastidores, o prefeito tenta cooptar partidos e atropela pré-candidaturas, como a da deputada Eliziane Gama, que mesmo tendo o aval da direação nacional do […]

A temporada de caça ao voto sequer começou, mas os pré-candidatos já dão demonstração que na campanha eleitoral que se aproxima valerá tudo, inclusive golpe abaixo da linha de cintura. 
Nos bastidores, o prefeito tenta cooptar partidos e atropela pré-candidaturas, como a da deputada Eliziane Gama, que mesmo tendo o aval da direação nacional do PPS, não consegue convencer a militância abraçar sua candidatura por conta de pressões do chefe do Executivo municipal junto aos postulantes a um mandato na Câmara Municipal.
Por interferência direta do prefeito, o PSB, partido historicamente ligado à esquerda, também enfrenta dificuldades para deslanchar a pré´candidatura de Roberto Rocha. Castelo entregou a secretaria de Educação à cúpula dirigente da legenda ( leia-se José Antonio Almeida) e praticamente sepultou as pretensões do ex-deputado disputar a Prefeitura de São Luís.    
Castelo ainda matém no plenário da Assembleia Legislativa o suplente Edivaldo Holanda com a única filidade de tentar convencê-lo a orientar o filho Edivaldo Holanda Júnior, fenômeno eleitoral em 2010, a não entrar na disputa 
O ambiente promete esquentar ainda mais, visto que faltando ainda dez meses para o primeiro turno da sucessão municipal, os dois principais candidatos, Flávio Dino (PCdoB) e João Castelo (PSDB) já vêem seus nomes envolvidos em suposta fraude de pesquisas fajutas.
Na realidade o prefeito João Castelo está sendo acusado de manipular número do Instituto Exata para aparecer na frente de Dino, que sequer decidiu se será candidato.
Campeão de rejeição, o súbito crescimento na pesquisa foi recebido com certa desconfiança, até porque a Prefeitura de São Luís não fez nenhuma intervenção na cidade capaz de mudar a opinião do eleitor.
A capa asfáltica colocada nas principais avenidas de São Luís já começa a deteriorar em alguns pontos e as ruas dos bairros da periferia da cidade continuam esburacadas.
E para complicar ainda mais a sondagem que favorece Castelo, a própria Exata veio a público denuncia a manipulação dos dados pelo prefeito.
João Castelo desenvolve uma administração tão pífia que não consegue mostrar fôlego sequer diante da pré-candidatura de Edivaldo Holanda Júnior (PTC).
Diante da fragilidade do prefeito é de se esperar tudo, manipulação de número de pesquisas de instituto fajuta é de menos, inclusive jogo rasteiro. Agora imagine quando o candidato do governo, Max Barros, entrar no jogo prá valer?
Essa primeira celeuma não está tendo a repercussão que deveria ter porque Flávio Dino não demonstra desejo de disputar o pleito, mas serve para o eleitor ficar atento para o que vem pela frente.   
Pesquisa fraudada a dez meses da eleição serve para pouca coisa ou quase nada, mas no fogo de uma sucessão pode desequilibrar a favor do fraudador. E, neste período, o que não falta é instituto fabricando resultado ao gosto do contratante.     
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28/12/2011

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A sessão que livrou de cassação a deputada Jaqueline Roriz é a imagem mais eloquente de um ano em que parlamentares preferiram salvar-se uns aos outros por Rudolfo Lago e Fábio Góis     deputada Jaqueline Roriz: simbolo de impunidade  No dia 23 de novembro, o Conselho de Ética da Câmara tomou uma decisão que, […]

A sessão que livrou de cassação a deputada Jaqueline Roriz é a imagem mais eloquente de um ano em que parlamentares preferiram salvar-se uns aos outros
deputada Jaqueline Roriz: simbolo de impunidade
 No dia 23 de novembro, o Conselho de Ética da Câmara tomou uma decisão que, isolada, parecia ser um grande avanço. Naquele dia, o colegiado de deputados interpretou que ações que caracterizem quebra de decoro cometidas antes do início do mandato podem levar à cassação. A medida seria das mais meritórias se, diante de um caso concreto, não tivesse vindo tarde e se não revelasse, então, uma contradição. Três meses antes, a mesma Câmara dos Deputados livrou de cassação a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF). E a alegação dos deputados era de que seu crime fora cometido antes do início do mandato.
Na sessão ocorrida no dia 30 de agosto, nada menos que 265 deputados disseram não à cassação de Jaqueline, contra 166 que disseram sim e 20 abstenções. Provavelmente, em nenhum julgamento por quebra de decoro ocorrido na história do Congresso, houve prova tão contundente da que foi produzida contra Jaqueline Roriz. Em um vídeo, gravado pelo ex-operador do mensalão comandado pelo ex-governador José Roberto Arruda (DEM) em Brasília, Jaqueline aparece claramente pegando dele uma bolada de dinheiro.
Por conta de imagens semelhantes, Arruda chegou a ser preso e teve de renunciar para não ser cassado. O mesmo aconteceu com outros beneficiários do mensalão de Brasília. Só não aconteceu com Jaqueline antes das eleições de 2010 porque – por razões que só mesmo Durval Barbosa, o ex-operador, delator e autor dos vídeos, pode explicar – o vídeo com Jaqueline, ao contrário do que aconteceu com os demais personagens, só foi aparecer depois que ela tinha sido eleita deputada federal. A clareza e a contundência das imagens, porém, eram as mesmas.
Corporativismo histórico
Para o cientista político Leonardo Barreto, professor da Universidade de Brasília (UnB), a conduta da autoproteção não é novidade entre os congressistas. “O corporativismo existe no Congresso, não há dúvida nenhuma disso. E não estamos fazendo avaliação em cima de um caso apenas. Historicamente, já houve um conjunto de outras circunstâncias em que prevaleceu essa força no julgamento de outros parlamentares”, diz ele. Para Barreto, o caso de Jaqueline Roriz foi uma omissão grave. “Prevaleceu uma tese estapafúrdia de que atos anteriores ao mandato não deveriam interferir na permanência dela na Casa. O Congresso se acovardou perante essa questão”, avalia ele.
Os deputados perdoaram Jaqueline Roriz em quase que absoluto silêncio. Longe dos microfones, porém, muitos admitiam a razão. Julgaram que a condenação de Jaqueline abriria um precedente para outros casos de delitos cometidos antes do mandato. Exemplos chegaram a ser citados. Assim, numa clara manifestação de autoproteção, a filha do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz foi poupada.
Jaqueline Roriz não foi o único caso de deputado que se livrou de processo pela ação dos seus colegas. Sem fazer alarde, a Mesa da Câmara livrou o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) de responder a processo diante da acusação de racismo e homofobia. No primeiro semestre do ano, Bolsonaro participou do quadro “O Povo quer saber”, do programa humorístico CQC, da TV Bandeirantes. No programa, ele agrediu a cantora Preta Gil, que perguntou a ele o que ele faria caso seu filho namorasse uma mulher negra. “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu”. Bolsonaro disse ter entendido que Preta lhe perguntava o que ele faria se um filho fosse homossexual.
Não foi a única confusão em que se meteu Bolsonaro durante o ano. Ele ainda teve uma grossa discussão com a ex-senadora Marinor Brito (que cede definitivamente seu lugar no Senado hoje (28) para Jader Barbalho) e, no final do ano, chegou num discurso a fazer insinuação de homossexualidade contra a presidenta Dilma Rousseff.
Para Leonardo Barreto, há aspectos defensáveis no caso de Bolsonaro. “No caso do Bolsonaro, alegou-se que havia ali uma preservação, digamos, da liberdade de expressão. É uma tese – e não estou dizendo que concordo ou não concordo [com o discurso do deputado] – que faz sentido. A priori, a imunidade parlamentar existe pra isso, pra permitir que ele fale exatamente o que ele queira falar, sem sofrer qualquer constrangimento. É um mecanismo de garantia de liberdades que existe em todo Parlamento livre do mundo.”
O deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) também foi outro a receber o perdão dos colegas. Valdemar era acusado pelo PPS e pelo Psol de envolvimento no esquema de fraudes no Ministério dos Transportes e de ter recebido propina na exploração da Feira da Madrugada, em São Paulo.  Por 14 votos a dois, os deputados do Conselho de Ética arquivaram no dia 19 de outubro o processo contra ele.
Caixinha é normal
As absolvições não foram a única demonstração de proteção mútua dada pelos parlamentares. No dia 2 de dezembro, o Congresso em Foco denunciou, com documentos, que o PSC obrigava seus funcionários a devolverem 5% dos seus salários para formar uma caixinha para o partido. A prática é normal em outros partidos com filiados, mas no PSC ela era exigida de qualquer um que tivesse um emprego por indicação partidária, filiado ou não. Tratava-se, assim, de um notório caso de exploração: o servidor submetia-se à exigência em troca do emprego. Nas palavras do deputado Chico Alencar (Psol-RJ), tratava-se de um caso de extorsão.
Mas o mais surpreendente foi a reação do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), sobre o episódio. Para ele, não havia necessidade de qualquer investigação sobre o caso, porque o que o PSC fazia era normal. “Eles têm um acordo, um ajuste com os funcionários, com quem eles contratam, e o cara tem que contribuir com o partido”, disse Maia. O presidente da Câmara ainda acrescentou que nenhum partido entraria com representação para apurar o caso porque aquela era uma prática que “todo mundo faz”.
A naturalidade com que Marco Maia defendeu a caixinha do PSC mereceu comentários do cientista político Carlos Novaes numa edição do Jornal da Cultura, da TV Cultura, no dia 12 de dezembro. “Ele realmente acredita nisso [que é algo banal um partido político obrigar seus funcionários a pagar 5% de caixinha]. Ele acha que o partido é dono de uma fatia do Estado”.
“É possível que o próprio presidente da Câmara conheça outras práticas desse tipo, e talvez até dentro do próprio partido. Ele só não quis se comprometer”, emenda Leonardo Barreto. Para concluir, então: “É o famoso telhado de vidro.”
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