24 de outubro de 2017

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24/10/2017 -

Jorge Vieira -

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Oposição usa estratégia para tentar garantir aceitação da denúncia contra Temer

Weverton acredito que em mais uma semana oposição consegue criar o ambiente para a aceitação da denúncia”,

Os líderes dos partidos de oposição na Câmara dos Deputados anunciaram que vão tentar derrubar a sessão desta quarta-feira (25), quando está prevista a votação da denúncia contra o presidente Michel Temer. A medida é uma estratégia para ganhar tempo até que se chegue aos 342 votos necessários à autorização da abertura da investigação pelo Supremo Tribunal Federal. “Acredito que em mais uma semana ou dez dias conseguiremos criar o ambiente necessário para a aceitação da denúncia”, afirmou em entrevista coletiva o líder do PDT na Câmara, deputado Weverton Rocha.

O deputado explicou que até o momento nem governo, nem oposição têm votos suficientes. Mas ele acredita que a mobilização popular, por meio das redes sociais, pode alterar o quadro. “Estou convicto de que muitos deputados que votaram na primeira denúncia com o presidente Temer vão rever o voto”, afirmou.

Weverton Rocha disse ainda que o governo vem tentando cooptar parlamentares para rejeitar a denúncia, em troca de promessas de liberação de emenda, ou medidas que atendem os interesses de determinadas categorias. Mas acredita que a pressão popular aliada e a proximidade do ano eleitoral podem frustrar a tática do governo.

Presidente deve ser investigado

Weverton Rocha explicou que os deputados do seu partido votarão a favor da aceitação da denúncia contra o presidente, por entenderem que a investigação precisa prosseguir, como aconteceria com qualquer cidadão brasileiro. “A lei é para todos e o presidente não é está acima dela”, disse o parlamentar.

O presidente Michel Temer foi denunciado pela Procuradoria Geral da República por obstrução da Justiça e organização criminosa. Caso a denúncia seja aceita por uma maioria de 342 deputados, o STF poderá investigá-lo. Se for rejeitada, a investigação só acontecerá quando o mandato do presidente acabar, em 2019.

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