1 de abril de 2015

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01/04/2015 -

Jorge Vieira -

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Secretário de Segurança apresenta resultado da “Operação Imperador”

Secretário Jefferson Portela apresenta resultado da “Operação Imperador”
As investigações sobre a
rede de agiotagem no Maranhão resultaram em duas prisões, nove mandados de
condução coercitiva e 38 mandados de busca e apreensão no estado. A operação
denominada “Imperador” resultou na prisão da ex-prefeita de Dom Pedro, Arlene
Barros Costa, acusada de envolvimento na prática de agiotagem e licitações
fraudulentas, que culminaram no desvio de mais de R$ 5 milhões dos cofres
públicos.

As investigações também
revelaram o envolvimento de Alfredo Falcão, filho de Arlene, Rodrigo Manso,
sobrinho da ex-gestora, e João Cavalcante Neto, funcionário utilizado como
laranja no esquema de corrupção. Os três acusados já receberam mandado de
condução coercitiva.

Na casa de Arlene, em São
Luís, foram apreendidos quatro veículos e um montante de documentos falsos. Em
Codó, vinte carros de luxo da ex-prefeita foram retidos pela polícia. Mais de
dez empresas fantasmas criadas por Arlene e a família foram descobertas com
registros falsificados. O filho da ex-prefeita, Eduardo DP, conhecido no município
por ‘imperador’, está sendo investigado por envolvimento direto em fraudes de
procedimentos licitatórios, utilização de documentação falsa (identidade e CPF)
e CNPJ’s fantasmas. Ele é considerado o líder da quadrilha na área.

Carros apreendidos pela Polícia Civil na “Operação Imperador”

O foco da agiotagem e licitações
fraudulentas em Dom Pedro era a distribuição de merenda escolar e medicamentos.
O secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, afirmou que as
investigações no município continuam e que nos próximos dias novos fatos serão
acrescentados ao processo. “Em Dom Pedro aconteceu a primeira etapa de uma
investigação contínua sobre corrupção e agiotagem no Maranhão. A morte de Décio
Sá foi uma referência para as investigações sobre este crime e vamos dar
continuidade ao desbaratamento destes grupos corruptos. Estamos retomando as
investigações para finalizar tudo. O trabalho não irá parar”, enfatizou o
secretário.

Processo de investigação

Segundo o secretário
Jefferson Portela, o dinheiro público era desviado para o pagamento de agiotas
envolvidos nos esquemas fraudulentos. “Encontramos vários cheques de
prefeituras que estão sendo investigadas. Neste governo não haverá tolerância
com a corrupção e a diretriz do governador Flávio Dino é para que haja uma
apuração radical no combate a uso ilegal do dinheiro público. Retomamos as
investigações, e a Polícia Civil está preparada para concluir e encaminhar o
resultado final ao poder Judiciário”, explicou o secretário.

O delegado-geral da Polícia
Civil, Augusto Barros, explicou que está obtendo provas para compor o processo
da Prefeitura de Dom Pedro. “Estamos no momento de recolhimento de material
coletado a partir de buscas de apreensões, as oitivas dos conduzidos e presos
para que possamos fechar o conjunto probatório. É um trabalho interno muito forte
e em seguida, vamos fechar este procedimento e dar continuidade as
investigações em outros municípios. A rede de agiotas presa à época da morte de
Décio Sá revelou muito material, que sendo aproveitado. Vamos transformar em
provas para que possa culminar em acusações contundentes”, assinalou o delegado.

Combate à corrupção

O secretário antecipou que
em abril a Secretaria de Segurança Pública inaugura a Superintendência Estadual
de Prevenção e Combate a Corrupção, que acompanhará de perto os processos de
investigação relacionados ao mau uso do dinheiro público e agiotagem. “A
superintendência dará um novo gás às investigações e permitirá o acompanhamento
dos passos para compor os processos probatórios”, disse Portela.

 

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