5 de setembro de 2017

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05/09/2017 -

Jorge Vieira -

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No encerramento da caravana Lula avisa: “Se quiserem me derrotar venham para as ruas disputar”    

O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, ao discursar nesta noite de sexta-feira (5) em ato público realizado em frente ao Palácio dos Leões, em São Luís, que encerrou a caravana do líder petista pelo Nordeste, não deixou a menor dúvida de que está decidido a retomar o comando do país em 2018, com o apoio do governador Flávio Dino (PCdoB).

No vento, lotado de políticos e de público, Lula falava do episódio em que foi impedido pela Justiça de receber título de Dr. Honoris Causa, concedido pela Universidade de Cruz das Almas (BA), instituição de ensino superior criada por ele, por conta de uma ação de um vereador do Democratas baiano, de sua participação na formatura de 67 alunos negros em São Francisco do Conde, sendo metade brasileiro e metade do Senegal, e de suas andanças pelo nordeste quando subiu o tom contra o que classificou de  racistas e preconceituosos.

“Eu estou cansado para dizer a eles: Se quiserem me derrotar terão que vir para as ruas disputar. Não adianta camuflar o processo, enfatizou, não deixando a menor dúvida de que realmente não pensa em abrir mão da disputa e que conta, nesta nova empreitada, com o apoio do governador do Maranhão, Flávio Dino, que esteve no palanque e não apenas agradeceu os benefícios que o Governo Lula trouxe para o Maranhão, a exemplo do Luz Para Todos, Pro Uni, Bolsa Família, como declarou seu apoio ao petista.

O ex-presidente explicou que foi até a festa de formatura dos estudantes negros “para dizer para esses racistas que não querem que o Brasil dê uma bolsa de estudo para o negro africano. Se fosse louro americano ou louro francês podia. Eu fui dizer a esses estudantes negros que eles não devem favor ao Brasil, o Brasil é que tem a obrigação de pagar 300 anos de escravidão. Se não pode pagar com dinheiro, paga com solidariedade, tecnologia, por isso fizemos uma fábrica anti-virais para combater a AIDS na África e Universidade Aberta, em Moçambique. Ele defendeu ainda as ações da sua gestão nos países africanos.

Para Dino, o ex-presidente ainda é o maior político brasileiro. Ele adiantou que não tem plano “A” ou “B” para a disputa presidencial e que seu plano de “A” a “Z” é Lula. Se colocou ainda do lado daqueles que lutam contra todos os tipos de preconceitos e pelo fim do racismo.

O governador homenageou o passado na figura do ex-líder camponês, Manoel da Conceição, disse que os dois governos de Lula foram muitos bons, mas que “mais bonito ainda é o que estamos fazendo aqui (referência ao ato). Não tem para a direita, não tem para a burguesia, não tem para as elites e não adianta querem insuflar a classe trabalhadora. Eu não tenho plano “A” ou “B”, eu só quero dizer que “A” a “Z” o plano do trabalhador é Lula”.

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