20 de setembro de 2011

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20/09/2011 -

Jorge Vieira -

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Marcelo Tavares desmascara secretário Ricardo Murad na Assembleia

Ricardo Murad foi desmascarado em audiência na Assembleia
O líder da oposição, deputado Marcelo Tavares (PSB), desmascarou, no início desta tarde, a tentativa do secretário de Saúde, Ricardo Murad (PMDB), manipular informações para justificar contratos com dispensa de licitação da ordem R$ 714 milhões.

Murad compareceu à Assembleia para participar de uma reunião com a Comissão de Saúde da Casa, em plenário, e foi fortemente sabatinado pela oposição, que cobrou dele explicações para as diversas denúncias de corrupção na pasta que dirige. 

Ao invés de apresentar argumentos que sustentasse o volume excessivo de recursos gastos sem licitação, Murad tentou foi responsabilizar o presidente do CREA-MA, Raimundo Portelada, que segundo ele, teria passado informações distorcidas a Marcelo Tavares.
O líder da oposição, ao replicar Murad, deixou o secretário com cara de bobo ao informá-lo que todas as informações apresentadas em slide aos deputados, foram colhidas do Diário Oficial do Estado. “Pelo que me consta, Portelada não faz o Diário Oficial, desdenhou Marcelo Tavares.
Sem ter argumentos para defender o indefensável, Murad partiu, como de costume, para a baixaria, agredindo com insultos o presidente do CREA, a quem chamou de “desqualificado” por ter denunciado o caos no programa “Viva Saúde”.
As explicações do secretário para a gastança de dinheiro público com empresas que financiaram a campanha da governadora Roseana Sarney também não convenceram os parlamentares da oposição.
A oposição quis saber do secretário porque do pagamento da reforma do Hospital Carlos Macieira à empresa Fujita sem que a mesma tivesse concluído a reforma, mesmo procedimento teria ocorrido também no PAM Diamante e Mamede Trovão. O deputado apresentou as fotografias mostrando o caos onde antes funcionava o PAM e as condições de insalubridade da cozinha do Carlos Macieira.
A resposta de Murad deixou o plenário perplexo. Na maior cara de pau, Ricardo Murad deu uma de “Rolando Lero, não disse com coisa e acabou sem dar as explicações solicitadas. Limitou-se a dizer que as fotografias apresentadas não eram recentes.
A oposição acabou lhe desmascarado mais uma vez. As fotografias foram feitas recentemente, tem menos de 15 dias, por profissionais de fotografia da própria Assembleia Legislativa, em missão oficial da Casa. Muad, todas as vezes que tentou escapar mentindo, o colocaram diante da verdade.
Já as dispensas de licitação e posterior contratação para obras de reforma do Carlos Macieira e Pam Diamante, a cara ficou mais dura ainda: o secretário simplesmente disse que o governo pensou em fazer uma reforma simples, mas que na hora percebeu que deveriam ser construídos hospitais de grande complexidade e recontrataram as mesmas empresas, desta vez com licitação.
A explicação para o aluguel dos aviões, sem licitação, que transportaram Roseana Sarney durante a campanha eleitoral e posteriormente estavam sendo usados para transportar autoridades ao invés de doentes, como o passeio de Sarney à Ilha de Curupu, provocou riso de quem assistiu o espetáculo.
Ricardo, na pressa, esqueceu a resenha do contrato e afirmou que as aeronaves seriam para transportar pacientes e autoridades. Marcelo então mostrou a ele o contrato que fala em transporte de pacientes e não de autoridades. Disse mais, o relatório foi feito pela ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil – e não pela oposição.
Acossado em sem argumentos Ricardo Murad apelou para que Tavares lhe apresentasse a nota oficial da Secretaria de Saúde onde teria afirmado que na pasta não existiria dispensa de licitação.
Tavares apresentou a nota publicada no Jornal Pequeno, na qual, ao rebater acusações da deputada Gardênia Castelo (PSDB), sobre dispensa de licitação no governo, afirmara que nenhuma obra teria sido contratada com dispensa de licitação. Como o líder da oposição apresentou todas as obras contratadas e algumas não executadas, por dispensa de licitação, Murad ficou de mandar as resposta depois para o deputado.
O clima não ficou mais tenso porque auxiliares do secretário lotaram a galeria para lhe garantir aplausos e a bancada governistas, como se fosse cão de guarda, para jogar loas no homem que está pagando R$ 50 milhões para a Proenge Engenharia fiscalizar as obras dos hospitais do programa Viva Saúde.
Fora os questionamentos que ficaram sem resposta, a presença de Ricardo na Assembleia foi um verdadeiro espetáculo circense, com ele no picadeiro apresentando um programa de Saúde que somente existe no mundo virtual do governo Roseana.  

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