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Lava Jato se aproxima de Lobão

O ex-senador Edison Lobão deve está com barba de molho após a Lava Jato, operação que botou na cadeia mais um corrupto do MDB, prender preventivamente o ex-presidente golpista Michel Temer. Respondendo a cinco inquéritos policiais por suspeita de roubo em estatais, Lobão vê a operação cada vez mais chegar ao setor elétrico, área sempre dominada pelos amigos do ex-senador José Sarney.

Sarney e sua filha Roseana conseguiram escapar milagrosamente da Lava Jato, mesmo a operação tendo iniciado no Maranhão com a prisão do doleiro Alberto Youssef pela Polícia Federal no dia 17 de março de 2014 quando ele veio ao Estado entregar uma mala de dinheiro ao um assessor da ex-governadora Roseana, fruto de propina por conta do pagamento de precatórios suspeitos da Constran.

O oligarca e sua rebenta escaparam, mas o velho Lobo, um aliado histórico da família Sarney não teve a mesma sorte e agora que começaram a olhar para os malfeitores que sangraram a Eletrobras, estatal ligada ao Ministério de Minas e Energia dirigido por Lobão nos governos Lula e Dilma, continua sendo investigado, pois seu nome foi citado por vários delatores da Lava Jato como beneficiário de propinas.

Em 2018, o ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Edson Fachin determinou a abertura de novos inquéritos para investigar os senadores Edison Lobão e Jader Barbalho (MDB-PA) na Operação Lava Jato para apurar supostos desvios nas obras da hidrelétrica de Belo Monte. A apuração corre em segredo de justiça.

Barbalho se elegeu senador novamente em 2018 e manteve os inquéritos contra ele no STF, mas como Lobão perdeu o mandato, os processos desceram para primeira instância, o que poderá trazer sérias consequência para o ex-senador pelo Maranhão, que deixou o Senado pela porta dos fundos.

Em maio deste de 2018 a Polícia Federal fez um relatório parcial sobre as suspeitas relativas a Belo Monte.

No documento, apontou indícios de corrupção e lavagem de dinheiro por parte de Lobão e de Barbalho. Os dois negaram as acusações.

A PF afirmou, ainda, que os parlamentares “solicitaram, por seus emissários – e, ao que tudo indica, receberam – em concurso, vantagem indevida em razão da função pública que tinham”.

A PF justificou no relatório o fato de não terem sido localizadas provas diretas contra os senadores. Segundo o relatório, autoridades costumam utilizar terceiros para tratativas irregulares, sem atuar diretamente.

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