Juíza se aproveita de irresponsabilidade de Milhomem para tentar ficar no cargo – Jorge Vieira

21 de novembro de 2011

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21/11/2011 -

Jorge Vieira -

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Juíza se aproveita de irresponsabilidade de Milhomem para tentar ficar no cargo

Não foi por falta de aviso. Vários parlamentares alertaram que a chamada PEC da Bengala, aprovada pelo plenário e sancionada pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, serviria apenas para o autor da proposta, Carlos Alberto MIlhomem (PSD) cair nas graças de juízes e desembargadores interessado em escapar da aposentadoria compulsória aos 70 anos e prorrogarem  a permanência em seus cargos até completarem 75 anos.
Tatá Milhomem se empenhou em aprovar a imoralidade inconstitucional para mostrar serviços a alguns desembargadores na hora de votar no processo em que era solicitado a perda do mandato do deputado Hemetério Weba. Suplente no exercício do mandato, o parlamentar se movimentou nos labirintos do judiciário para tentar subtrair o mandato do colega de plenário sem o menor pudor.
Milhomem não conseguiu se apropriar do mandato de Hemetério como pretendia, mas está levando o Poder Legislativo do Maranhão a pagar o maior mico ao tentar mudar a Constituição do Estado para se sobrepor à Constituição Federal.  
O plenário da Assembleia conhece o coronel Milhomem e sabe perfeitamente que trata-se de um sujeito sem escrúpulos, imoral, acostumado a dedurar e bajular. É dele a célebre frase que costuma soltar quando alguém reclama do seu excesso de puxasaquismo: “quem não puxa saco, puxa carroça”.
Os deputados aprovaram a ilegalidade para agradar o coronel e agora terão que agüentar as críticas e as conseqüências do ato ilegal. Isto porque, os magistrados, mesmo sabendo que a lei é inconstitucional, estão requerendo a validade, mesmo sendo ilegal.
A juíza Florita Castelo Branco, ao invés de entrar com mandado de segurança para garantir sua permanência no cargo, deveria era ter vergonha de querer se beneficiar de uma imoralidade. Mas como o Maranhão é terra de muro baixo, com já dizia o ex-deputado bandoleiro José Gerardo, é capaz de aparecer algum desembargador para lhe conceder uma liminar. Haja cara de pau de dona Florita, vai ver faz parte da oligarquia de “Madre Superiora”.     

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