18 de junho de 2017

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18/06/2017 -

Jorge Vieira -

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João Alberto tira licença para salvar Aécio e ajudar Roseana

O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto (PMDB-MA), atendeu orientação do oligarca José Sarney para salvar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) de um eventual processo de cassação. Cabe a João Alberto deferir ou arquivar o processo de cassação de Aécio Neves no Senado. Sarney articulou e João Alberto fez vista grossa sobre o caso. O ‘carcará’ disse que ainda “não tomou conhecimento” do processo que quer cassar o mandato de Aécio, já que tirou licença médica mesmo com o fim do prazo para decidir sobre a cassação. Para Sarney, livrar Aécio deve acabar beneficiando indiretamente a candidatura de Roseana Sarney (PMDB) em 2018.

A articulação engendrada pelo oligarca para livrar Aécio tem como objetivo ajudar a manter o presidente Michel Temer (PMDB) no cargo até o final do mandato para que Roseana possa dispor da máquina pública federal em seu favor nas eleições do próximo ano.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Aécio estaria atuando na cúpula tucana para garantir o apoio do seu partido ao governo Temer, e em troca estaria interessado em mais tempo e votos de aliados de Temer no Senado para impedir sua cassação.

Sarney sabe que a permanência de Temer na Presidência pode ser a última cartada de Roseana para viabilizar uma estrutura de campanha nas próximas eleições, já que ela não contará com o braço amigo da máquina estadual em uma possível candidatura em 2018.

Sarney é apontado como o principal conselheiro de Temer após virem à tona as denúncias produzidas pelo empresário Joesley Batista, do grupo JBS, contra o presidente. Michel Temer teria seguido as diretrizes de Sarney quando decidiu não renunciar ao cargo.

Sem o apoio de Temer é pouco provável que Roseana se lance candidata.

A única vez que Roseana disputou uma eleições sem a providencial “ajuda” da máquina pública foi em 2006, quando ela não estava à frente do Palácio dos Leões como governadora. Naquele ano ela sofreu uma derrota histórica para Jackson Lago na corrida pelo governo do Maranhão. Foi preciso que, em 2009, Sarney usasse sua influência no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para cassar, no tapetão, o mandato de Lago.

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