9 de abril de 2015

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09/04/2015 -

Jorge Vieira -

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Governo Roseana suspendeu repasse para funcionamentos dos hospitais de 20 leitos

Roseana Sarney e seu cunhado Ricardo Murad prejudicaram a saúde do Maranhão 

Apresentados como a revolução da Saúde no Maranhão
pela ex-governadora Roseana Sarney, os hospitais de 20 leitos espalhados de
forma aleatória em diversas cidades no interior do Estado enfrentam dificuldade
para a manutenção por parte das prefeituras. O corte de repasses da ordem de R$
100 mil por município foi feito desde o mês de outubro de 2014 pelo então
secretário de Saúde Ricardo Murad, cunhado da governadora.

Na cidade de Davinópolis, o prefeito Paiva Barbosa
afirmou que vai devolver o hospital de 20 leitos construído no município para o
governo do Estado, alegando falta de recursos para a mantê-lo funcionando. O
Secretário Estadual de Saúde, Marcos Pacheco afirma que esta situação é similar
a enfrentadas por todas as outras cidades, onde foram construídos hospitais de
20 leitos.

Ele ressalta que dos 64 hospitais anunciados apenas
metade foi entregue e todos tiveram o repasse para manutenção suspenso pelo
governo Roseana Sarney em outubro de 2014. “ A nossa orientação para os
prefeitos onde existem hospitais de 20 leitos é que deixem funcionando os
serviços básicos e isto garantiria o retorno do repasse de recursos que ficará
estimado em até R$ 70 mil reais por mês”, afirmou Marcos Pacheco.

O secretário acrescenta ainda que a falta de
critérios para a construção dos hospitais, situados em cidades muito pequenas
agravou a situação encontrada pela atual  gestão. Existem casos de
hospitais construídos em cidades muito próximas, o que mostra a falta de
critério na escolha dos municípios. “Desde a década de 1990 não são realizadas
mais construções de hospitais de 20 leitos, que acabam se tornando fonte de
problemas. Nós vamos manter os hospitais funcionando, mas desde que sigam as
sugestões que estamos fazendo aos prefeitos” comentou.

Marcos Pacheco explica que a  construção
destes hospitais de 20 leitos, em cidades de pequeno porte que são responsáveis
apenas por atendimentos na área de Atenção Básica, é o motivo que gerou todos
estes problemas, pois não houve nenhum critério no processo de escolha destas
cidades e logo depois das eleições de 2014, o corte de repasses feita pela
gestão anterior transformou tais hospitais em elefantes brancos criando
problemas para a atual gestão. “ Vamos construir os hospitais de 150 leitos em
cidades pólos importantes e readequar o sistema de saúde do Estado, para evitar
que problemas como este ocorram”, afirmou.

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