8 de abril de 2015

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08/04/2015 -

Jorge Vieira -

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Executiva do Democratas aprova negociações para fusão com o PTB

Por: Laryssa Borges

A deputada Cristiane Brasil (PTB) desponta como futura presidente do partido

Veja – Por 21
votos a 4, a Executiva Nacional do Democratas autorizou nesta terça-feira a
continuidade das negociações para o processo de fusão com o partido governista
PTB, legenda que abriga o senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello, o
delator do escândalo do mensalão Roberto Jefferson e que tem assento no
primeiro escalão do governo Dilma com o ministro do Desenvolvimento Armando
Monteiro.

Com a
provável fusão, ainda a ser aprovada pelo Conselho Político e pela Convenção
Nacional do DEM, PTB e Democratas passam a ser a quarta bancada tanto na Câmara
quanto no Senado, medindo forças diretamente com o PSDB. No processo de
unificação das legendas, a presidência da nova sigla deverá ser da deputada
federal Cristiane Brasil, filha de Jefferson, enquanto as lideranças da Câmara
e do Senado ficariam com indicados do DEM. Apesar do aval da Executiva, oito
estados ainda precisam reunir seus representantes para dar continuidade ao
processo de fusão.

O DEM,
que já foi o maior partido da Câmara durante o governo Fernando Henrique
Cardoso, vem perdendo cotidianamente seus quadros e hoje conta com apenas 22
deputados e cinco senadores. O auge da desidratação da sigla ocorreu quando
correligionários aproveitaram a criação do PSD pelo ex-prefeito e ministro das
Cidades Gilberto Kassab para trocar de legenda sem perder o mandato. Mais
recentemente, as articulações, também por Kassab, para a criação do Partido
Liberal representaria o tiro de misericórdia contra o DEM, que projetava perder
ainda mais filiados que desejavam migrar para a base de apoio ao governo sem
colocar em risco os mandatos parlamentares.

Na
reunião que chancelou o processo de fusão com o PTB, filiados contrários à
unificação das legendas criticaram a proposta de o perfil oposicionista do DEM
ser incorporado ao trabalhista PTB. Nos bastidores, porém, o argumento de
sobrevivência do Democratas, aliado à possibilidade de conquista de um bom
tempo de propaganda de televisão nas eleições, se sobrepôs às discussões sobre
um possível conflito de perfis programáticos.

“Lógico
que foi uma derrota substancial. Se sobrevivemos há tantos anos e hoje
convergimos com o sentimento da população contra o governo Dilma, por que
capitular?”, questionou o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que votou
contra a fusão com o PTB. Ao site de VEJA, o parlamentar indicou que, se
consolidada a unificação das siglas, deve deixar o novo partido. “Não
tenho como conviver com uma estrutura que não tem nada do ponto de vista
doutrinário com o nosso. Essa fusão é 100% inaceitável. É triste ver prevalecer
a tese do Lula pelas mãos do meu partido”, disse.

“Pela
primeira vez esse assunto de fusão entra na ordem do dia oficial do partido.
Falta agora a definição de critérios de governança, mas a Executiva chancelou o
processo de fusão”, disse ao site de VEJA o presidente do DEM José
Agripino.

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