13 de Fevereiro de 2018

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13/02/2018 -

Jorge Vieira -

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Em artigo, Flávio Dino lembra de desfile de Joãosinho Trinta que abalou governo Sarney no final dos anos 80

O artigo desta semana do governador Flávio Dino homenageia o carnavalesco Joãosinho Trinta, “um revolucionário da alegria”. Ao lembrar de um dos mais importantes ícones do carnaval brasileiro, Dino destacou o desfile da escola Beija-Flor, em 1989.

Intitulado de “Ratos e Urubus, rasguem minha fantasia”, o histórico desfile falava dos pobres que encontravam no Carnaval um dia de alegria, e era uma crítica aberta e corajosa ao presidente José Sarney.

“Naquele fim dos anos 1980, o Brasil estava tomado pela tristeza de um governo que não havia sido eleito e que, perdido nos jogos de bastidor para se manter no poder, deixava a economia afundar em crise. Era o tempo da hiperinflação, fruto de um governante cuja visão oligárquica atrasada era evidentemente insuficiente para dirigir os destinos da ‘Nova República’”, escreveu Flávio Dino.

Neste cenário, o carnavalesco maranhense colocou em cadeia nacional a pobreza que o Brasil oficial de então tentava esconder. “Ao montar o desfile com mendigos, Joãosinho cantava um Brasil que também precisava entrar na passarela e mostrar a sua cara. Estava ali a síntese do que ele depois veio a teorizar como a ‘Revolução da Alegria’: inspirar-se na energia carnavalesca para mudar o Brasil o ano inteiro”, reiterou.

O governador realçou ainda que Joãosinho Trinta prognosticou que o país poderia se libertar por meio da grande energia do seu povo. “Que Joãosinho siga nos inspirando na passarela da vida. E sigamos desafiando com nossa alegria os que querem a volta da tristeza de todos para manter os privilégios de poucos”, finalizou Dino.

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