7 de dezembro de 2017

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07/12/2017 -

Jorge Vieira -

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Ex-ministra elogia avanços do Maranhão na proteção da mulher e no enfrentamento da violência

“O significado de um estupro só sabe quem sofreu a violência. A mulher sai mais culpada que a violência. O estupro tira a pele sem tirar a pele. O estupro, fora o feminicídio, é a maior violência contra as mulheres, sobretudo as mulheres negras”, alertou a socióloga e ex-ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, durante o painel “As mulheres e a luta pelos direitos humanos”, promovido pelo Governo do Estado, na última quarta-feira, 6, integrando a programação da Semana Estadual de Direitos Humanos, que prossegue até o dia 10 de dezembro.

A iniciativa da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop) e Secretaria de Estado da Mulher (Semu) reuniu, no auditório do Palácio Henrique de La Rocque, um público de mulheres e ativistas que atuam no poder público, nos conselhos representativos e na sociedade civil em prol da garantia de avanços de direitos e políticas públicas para as mulheres.

O evento contou com a presença do governador Flávio Dino que concedeu à socióloga a “Medalha de Ordem do Mérito Timbira”, que é concedida às personalidades que se distinguiram por relevantes serviços prestados ao Estado do Maranhão, concorrendo para o bem-estar social e grandeza material e espiritual do seu povo.

“Essa honra é para sublinhar movimentos e personalidades destacadas e gostaria de registrar nosso agradecimento pelo seu trabalho relevante na militância a favor da democracia e dos direitos humanos”, disse Flávio Dino.

O governador do Estado também elogiou a programação da Semana Estadual de Direitos Humanos e rendeu homenagens a todas as pessoas que participaram dos 16 dias de ativismo da campanha pelo fim da violência contra a mulher, mobilizada pela Semu, especialmente a juventude por serem sujeitos coletivos na construção de uma nova história contra a violência, ressaltando, também, que a Patrulha Maria da Penha é uma prioridade de governo.

Francisco Gonçalves da Conceição, secretário de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular, pontuou que o tema da Semana de Direitos Humanos, o desenvolvimento humano, é uma política transversal com ações estratégicas pelo estado.

“Não podemos ficar indiferentes à onda de violência contra as mulheres. É preciso garantir condições de dignidade com políticas pedagógicas para mobilização e conscientização sobre feminicídio e segurança às mulheres contra todo tipo de violência”, falou Francisco Gonçalves.

O Maranhão figura no Brasil como um dos estados onde a violência contra a mulher mais tem crescido. Em 2016 foram registrados 533 casos de feminicídios no estado, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Segundo o Ministério da Justiça, as mulheres negras têm duas vezes mais chances de serem assassinadas que as mulheres brancas. “A lei do feminicídio quebrou o patriarcado na relação com casos de homicídio. O feminicídio é a morte da mulher por ser mulher e as denúncias ficaram mais específicas”, pontuou Eleonora Menicucci.

Durante o evento, a secretária de Estado da Mulher, Terezinha Fernandes, ressaltou que, desde a abertura da Casa da Mulher, dia 14 de novembro, já foram realizados 466 atendimentos e também na zona rural com auxílio do ônibus lilás.

A ex-ministra também elogiou a manutenção e os avanços atingidos pelo Maranhão na proteção da mulher e no enfrentamento da violência. “É muito significativo e muito importante que, neste momento de desmonte de políticas nacionais, você possa contar com uma coronel coordenadora de uma patrulha Maria da Penha”, destacou Eleonora.

A programação da Semana Estadual de Direitos Humanos prossegue até o dia 10 de dezembro, com atividades em escolas, praças e na Universidade Federal do Maranhão (UFMA). A Sedihpop está promovendo também a campanha digital #10diasDireitosHumanos, por meio de conteúdos sobre respeito, igualdade e promoção de direitos, bastando acessar o grupo no Facebook chamado “10diasDireitosHumanos”, que vai compartilhar conteúdo sobre a ação entre os dias 1 e 10 de dezembro e também no Facebook e instagram Direitos Humanos Maranhão.

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