14 de maio de 2015

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14/05/2015 -

Jorge Vieira -

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Dono da UTC cita Roseana Sarney e Lobão como integrantes do esquema de corrupção na Petrobras

Ricardo Pessoa assinou o acordo de delação com a PGR; 13
senadores e 22 deputados federais são investigados no STF

por Vinicius Sassine

Empreiteiro dono da UTC Ricardo Pessoa entregou Roseana na delação premiada
BRASÍLIA – A lista de pessoas citadas pelo dono da construtora UTC
no acordo de delação premiada inclui um parente de ministro do Tribunal de
Contas da União (TCU), uma autoridade militar com atuação no setor elétrico, o
ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e a ex-governadora do Maranhão Roseana
Sarney (PMDB), segundo fontes com acesso às investigações que tramitam no
Supremo Tribunal Federal (STF). O empresário Ricardo Pessoa assinou nesta
quarta-feira o acordo de delação com a Procuradoria Geral da República (PGR) e
se comprometeu a detalhar o envolvimento de suspeitos em esquemas de propina na
Petrobras e em outras empresas públicas. Pelo acordo, ele devolverá R$ 55
milhões aos cofres públicos.

A PGR conduz os inquéritos da Operação Lava-Jato que apuram as
denúncias contra políticos com foro privilegiado. Ao todo, 13 senadores e 22
deputados federais são investigados no STF, entre eles os presidentes da
Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O
GLOBO já revelou que Pessoa citou também o senador Edson Lobão (PMDB-MA),
ex-ministro de Minas e Energia, e pelo menos cinco parlamentares federais.

No caso do parente do ministro do TCU, a suspeita é de tráfico de
influência por parte do dono da UTC. Todo o acordo com a PGR tramita sob forte
sigilo e, por isso, não há informação sobre todos os detalhes citados pelo
delator e sobre as circunstâncias do suposto envolvimento das pessoas
mencionadas nos esquemas investigados. A partir da assinatura do acordo de
delação, que precisa ser homologada pelo STF, Pessoa começa a detalhar a
participação dos envolvidos citados nas conversas que antecederam a formalização
do acordo.

Roseana é investigada em inquérito no STF por suspeita de crimes
de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Vaccari, preso em Curitiba, é alvo
de investigações na primeira instância e de um inquérito no STF que apura
suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
São os mesmos crimes apurados em inquérito aberto para investigar Lobão.

O dono da UTC, depois de ficar seis meses preso em Curitiba, está
em prisão domiciliar desde 28 de abril. Acusado de chefiar o esquema de cartel
que fatiou contratos da Petrobras, ele usa uma tornozeleira eletrônica e só
pode deixar São Paulo com autorização judicial. A discussão sobre a delação foi
feita ontem com a presença de Pessoa na sede da PGR, em Brasília, e contou com
a participação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

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