9 de março de 2015

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09/03/2015 -

Jorge Vieira -

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Deputados pedetistas apresentam requerimento à CPI da Petrobras

Os deputados pedetistas Felix Mendonça
Filho (BA) e Weverton Rocha (MA) protocolaram 9 requerimentos à Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga as denúncias de corrupção na
Petrobras.
Segundo o deputado Weverton Rocha, os
requerimentos são necessários para discutir a dinâmica dos contratos públicos,
a corrupção e o financiamento empresarial de campanhas eleitorais no país.
“Esses pedidos nos darão base para intensificarmos nossos trabalhos na CPI”,
ressaltou.  O parlamentar maranhense reforçou, ainda, o pedido de
Audiência Pública para discutir o cancelamento das obras das Refinarias
Premium, no Maranhão e no Ceará.
Nos requerimentos, os deputados pedem:
relação e cópia dos contratos em vigor entre a Companhia e empresas de
consultoria jurídica (Req 247/2015), multinacionais (Req 251), terceirizadas
(Req 253) e contratos de alugueis em vigor na Companhia (Req 252); (Req 249)
estudos de viabilidade, bem como dos relatórios de gastos e de andamento das
obras das Refinarias Premium I e II; (Req 250) convoca o presidente da
Petrobrás, Aldemir Bendine, para prestar esclarecimentos a respeito do
cancelamento dos projetos de construção das Refinarias Premium I e II; (Req
255) convoca o ex-ministro Sr. Raimundo Mendes de Brito, ex-ministro das Minas
e Energias; (Req 248) solicita da ANP – Agência Nacional de Petróleo,
relatórios de produção e refino referentes ao período de 2005 e 2015, e a
expectativa para os próximos dez anos; (Req 254) requer a realização de
Audiência Pública para discussão a respeito do impacto do cancelamento da
construção das Refinarias Premium I e II, convidando o diretor de abastecimento
da Petrobrás, o diretor da Lubnor, os presidentes da Sindipetro CE/PI e
PA/AM/MA/AP;
Os trabalhos da CPI seguem, nesta
terça-feira (10), com a Audiência Pública para oitiva com o ex-gerente
Executivo da Petrobras, Pedro José Barusco Filho, primeiro a ser convocado pela
comissão. Barusco é réu confesso e um dos investigados da Operação Lava-Jato da
Polícia Federal. Em depoimento, ele afirmou que começou a receber propina em
meados dos anos 90 da empresa holandesa SBM, quando ocupava o cargo de gerente
de tecnologia no âmbito da Diretoria de Exploração e Produção da Petrobras.
Barusco deixou a Petrobras para exercer o cargo de Operações da Empresa Sete
Brasil Participações S/A, também investigada pela Operação Lava Jato.

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