23 de novembro de 2011

Redação: (98) 98205-4499

23/11/2011 -

Jorge Vieira -

Comente

Deputados afirmam que processo seletivo das UPA’s é fajuto e politiqueiro

O deputado governista Edilázio Júnior (PV) puxa o coro dos deputados inconformados com o processo seletivo realizado por Ricardo Murad para a contração de pessoal para as UPA’s. Vários parlamentares se manifestaram esta manhã, na tribuna, e classificaram de fajuto e politiqueiro o recrutamento realizado pela Secretaria de Saúde.
Edilázio acusou Murad de ferir cinco princípios constitucionais de uma só vez: o princípio da legalidade, o princípio da impessoalidade, o princípio da moralidade, da publicidade e eficiência. O discurso foi reforçado pelas palavras do deputado Luciano Leitoa (PSB) que também desafiou os cidadãos de Timon a mostrarem com documentos que tenha havido publicidade do processo seletivo da SES. Leitoa pediu a Edilázio Júnior que estendesse suas reclamações ao Hospital Alarico Pacheco que “também precisa de profissionais qualificados e faz parte da estrutura de saúde do Estado no município de Timon”.
Conforme o parlamentar, Ricardo, com seu estilo trator, faz um processo seletivo fajuto, apenas fictício e que o nome deveria ser mudado de processo seletivo para processo de indicação ou processo de apadrinhamento. “Como pode duas secretarias de um mesmo governo ter dois pesos e duas medidas? Quero parabenizar meu colega de partido, deputado Victor Mendes, que está fazendo processo seletivo na Secretaria de Meio Ambiente, onde foi noticiado na imprensa de forma clara, um processo seletivo que nós pagamos uma inscrição de R$ 30 ou R$ 40, mas que diz o número de cargos, o valor do salário de cada cargo, enfim, a lisura e a transparência estão presentes na secretaria de Meio Ambiente”.
O deputado Bira do Pindaré (PT) declarou que Ricardo Murad rasga a constituição federal e a estadual com esse tipo de medida. E destacou a luta dos enfermeiros e enfermeiras por um piso salarial e pela realização de concurso público. Edilázio Júnior respondeu que quando se fala em processo seletivo está se falando em pontuação, em notas, e o concorrente quer saber se ficou em primeiro lugar, em segundo, terceiro ou se passou a constar de uma lista de excedentes.
O deputado Marcelo Tavares (PSB) frisou que quando chegou à Assembleia uma medida provisória da governadora Roseana Sarney alargando o prazo das contratações temporárias por quatro anos, ficou claro que o governo não ia fazer concurso público. Segundo ele, a especialidade de Ricardo Murad não é gerir a saúde, não é construir hospital, não é fazer as coisas bem feitas, é transgredir a legislação.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rádio Timbira Ao Vivo

Buscar

Nossa pagina