23 de outubro de 2017

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23/10/2017 -

Jorge Vieira -

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Deputado Júnior Marreca vai a Justiça contra mudança do estatuto do PEN

Deputado Júnior Marreca critica radicalismo de Bolsonaro contra os partidos de esquerda

O convite da direção nacional do PEN (futuro Patriota) para o deputado Jair Bolsonaro disputar a Presidência da República em 2018, continua gerando crise interna, ao ponto do deputado Júnior Marreca  recorrer Tribunal Superior Eleitoral para barrar a mudança no estatuto, que estabelece  o fim da causa ambiental, proíbe coligação com “partidos de extrema esquerda”, é contra o aborto e a legalização das drogas, a favor da redução da maioridade penal e do uso de armas de fogo. Embora as mudanças no estatuto tenha sido feito a pedido de Bolsonaro, ele ainda não se filiou.

As novas regras estabelecidas pela direção do PEN para agradar Bolsonaro vai aprofundar a crise da legenda no Maranhão onde seus dirigentes, parlamentares e militantes ameaçam debandada geral por conta de um de um artigo que determina a proibição de  coligar com “PT, PSOL, PC do B, PSTU, PPL, PCO, PCB e quaisquer outros que apoiem regimes autoritários”.

“É um radicalismo, o Bolsonaro prega o moralismo, mas aí pode se coligar com PR, PMDB. Só não pode coligar com extrema esquerda? Isso não existe. Cada eleição é uma eleição”, afirmou Junior Marreca (MA), um dos três deputados federais do PEN. Ele e Walney Rocha (RJ) entraram, no mês seguinte à redação do novo estatuto, com duas ações no TSE nas quais pedem a suspensão das regras.

Marreca disse que, pessoalmente, não é contra a ida de Bolsonaro para a sigla, mas afirmou que as mudanças do estatuto não foram discutidas no partido. As duas ações – de Marreca e Rocha – alegam que a convenção partidária que aprovou as mudanças não ocorreu no prazo previsto pelo estatuto. Elas pedem o cancelamento da convenção. Barroso negou e disse que respeitou todas as datas.

De acordo com Marreca, nesta semana, o Conselho Nacional do PEN deve se reunir para decidir como proceder sobre o impasse. “Tem muita gente insatisfeita. Criou muito mal-estar”, afirmou. Questionado se tem interesse em deixar a sigla caso as mudanças sejam confirmadas, Marreca negou. “Sou fundador do partido e não posso abrir mão por um detalhe ou outro. São pontos fáceis de consenso”, disse o parlamentar.

Dúvida. Além da crise interna provocada pelo novo estatuto – que, segundo Barroso, vai entrar em vigor porque ele “sempre” foi “de direita” –, um outro problema apontado pelos deputados federais do PEN é que Bolsonaro ainda não é filiado ao partido. “Estou esperando por uma decisão dele em relação a essa questão. Ele precisa conversar com o partido, o conselho, os Estados. A gente precisa avançar politicamente. E, para avançar, ele tem de ter uma decisão se vem ou não (para o partido)”, afirmou Rocha, que também é presidente do Conselho Nacional do PEN.

Barroso, porém, mantém a convicção na filiação de Bolsonaro ao antigo PEN e futuro Patriota. “Eu duvido que ele não seja candidato pelo Patriota”, disse o presidente da sigla. “Ele não é um homem rico, é um homem de palavra e me deu sua palavra. Pode até ter arranhãozinho, todo casamento tem, mas não tem nenhuma maldade ou desonestidade”, afirmou Barroso. (Com informações do Estadão).

 

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