22 de novembro de 2011

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22/11/2011 -

Jorge Vieira -

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Deputada chama governadora de mesquinha e diz que prefeito nunca precisou de habeas corpus para não ser preso

A deputada Gardênia Castelo (PSDB), embora não tenha revelado onde estão guardados os R$ 73 milhões dos convênios assinados entre a Prefeitura de São Luís e o governo Jackson Lago, no início de 2009, para a construção de obras viárias na cidade, foi dura com o empresário Fernando Sarney e com o governo da irmã Roseana.
Segundo Gardênia, a governadora foi mesquinha ao recorrer à Justiça para suspender os convênios, quando, em seu entendimento, o correto seria regularizá-los e deixar que os municípios pudessem realizar as obras e prestar contas ao Tribunal de Contas do Estado.
O chumbo grosso do discurso, no entanto, foi reservado ao enrolado empresário Fernando Sarney, flagrado na “Operação Boi Barrica” em crimes financeiros de evasão de divisa.
“Eu tenho a convicção de que o prefeito é um homem sério e nunca se meteu em nenhuma falcatrua. Em 40 anos de vida pública o prefeito de São Luís nunca precisou sequer andar com habeas corpus para não ser preso, nunca desviou recurso público do Maranhão para o exterior, nunca fez privatização fraudulenta de nenhuma empresa, que foi vendida a um real como a CEMAR, foi.
Para não ser preso na Operação “Boi Barrica”, Fernando recorreu a habeas corpus preventivo, que nunca tirava do bolso, com medo de ser preso pela Polícia Federal.  
Para a parlamentar, a Assembleia deve forma uma CPI é para investigar os escândalos do governo, “como o desvio de R$ 800 milhões de reais, contratados na Saúde sem licitação, ou melhor, com dispensa de licitação. Isso sim é caso de CPI”, defendeu.
Gardênia desafiou o deputado Roberto Costa a criar com ela uma CPI para apurar a questão dos convênios.
“Vamos fazer uma CPI que pegue todos os convênios realizados, a partir do dia 1º de janeiro de 2009, até a presente data, incluindo inclusive os de São Luís, eu topo assinar. Agora, é preciso que peguem todos os convênios, nós não podemos fazer uma discriminação, e usar da CPI como um instrumento de marola, um instrumento de politicagem, esta Casa realmente não merece isso”,enfatizou.
O deputado Roberto Costa, pelo visto, não topou o desafio. Sua assessoria distribuiu nota à imprensa afirmando que ele apresentará amanhã a proposta de CPI para investigar apenas os convênios de São Luís, ou seja, uma CPI para tentar fazer nascer a natimorta candidatura de Max Barros.  

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