29 de março de 2015

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29/03/2015 -

Jorge Vieira -

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Deixar a estrada da exclusão social

Por
Flávio Dino

A fome é
a negação mais cruel dos direitos fundamentais de qualquer ser humano. É a
negação da condição básica para o desenvolvimento do homem que, sem ter o que
comer, não consegue trilhar os caminhos que pedem os sonhos que tem para
si e para a sua família. É a negação primeira do que a filósofa Hannah
Arendt chamou do“direito a ter direitos”. Sem nada para comer, como ter
acesso à educação, à cultura, ao trabalho ou à sua autodeterminação?

 

Infelizmente, a negação do
“direito a ter direitos” ainda é muito viva em nossa realidade.
Lembro que cerca de 25% dos maranhenses ainda vivem na extrema pobreza, o
que corresponde a cerca de 1,5 milhão de pessoas. Mas esses não são dados
frios, e a reportagem “Estrada da Fome”, exibida na última segunda-feira pela
TV Record para todo o Brasil, mostrou que esse retrato cruel é verdadeiro, tem
nome e sobrenome, tem rosto e lágrimas. 

 
Esse
legado de desumanidade e descaso foi herdado por nós, maranhenses, em
decorrência de décadas de governos que deram as costas aos mais necessitados.
Como explicar, por exemplo, que o Maranhão seja a 16ª economia do país, estado
que possui água em abundância, terras boas e um povo com muita vontade de
vencer, mas com as piores condições de vida do país? A explicação somente pode
residir na histórica combinação entre utilização pessoal do patrimônio público,
corrupção e injustiça social, caminhos pelos quais poucos se apropriaram dos
bens de milhões de pessoas.

 

As vozes
do coronelismo maranhense, que hoje vivem enorme crise de abstinência com a
perda de antigos privilégios e de ganhos ilícitos, calam-se diante da
calamidade retratada por 1 hora na última segunda-feira em rede nacional.
Contudo, ao contrário do que eles sempre fizeram, estamos lutando para
transformar esse inaceitável retrato.

 

Creio que
nenhuma pessoa deve ficar insensível diante desse quadro. Especialmente no que
se refere ao papel do governante, deve ser o de buscar soluções urgentes,
duradouras e eficazes para dar a essas pessoas o direito de voltar a sonhar.
Foi por este motivo que, logo no primeiro dia de Governo, minutos após a nossa
posse, instituímos o Plano de Ações Mais IDH. Ele começa pelas 30 cidades
com menor Indice de Desenvolvimento Humano em nosso Estado e vai mostrar
progressivamente que, sim, nós podemos mudar o cenário imposto por décadas de
desmandos políticos e desrespeito com a população.

 

Por
intermédio do Plano Mais IDH, o Governo do Estado começou a
levar mais direitos e mais dignidade a esses milhões de maranhenses
outrora invisíveis, cujos futuros foram criminosamente roubados em tenebrosas
transações. Agora, o orçamento público é aplicado com a único
objetivo de servir a população, com enfoque especial àqueles que mais precisam
da ação direta do Estado

Para que
se tenha a dimensão deste programa, somente na primeira semana do Mutirão Mais
IDH, foram realizados 18 mil atendimentos em 9 municípios. Nesse mutirão,
encontramos milhares de pessoas que jamais tiveram acesso a qualquer serviço
público, que jamais foram lembrados pelos governantes, a não ser em tempo de
eleição. Até o fim do nosso governo, vamos levar a todas as regiões maranhenses
provas concretas de que vale a pena lutar e ter esperança em dias melhores.
Apoio à produção, políticas sociais, ampliação de infraestrutura e combate à corrupção
são os pilares que sustentam esse novo projeto de desenvolvimento no Maranhão.

 

O
destino dos milhões de maranhenses não
é estar irrevogavelmente à margem do mundo dos direitos. É para
colocá-los na rota do crescimento e dar-lhes condições de se fortalecer, educar
e prosperar que conduzimos as ações governamentais, em que hoje há o DNA
da indignação transformadora.

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