26 de maio de 2015

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26/05/2015 -

Jorge Vieira -

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Crise no PMDB chega ao plenário da Assembleia

Considerado o maior partido do
Maranhão até ser derrotado nas eleições de 2014 por uma aliança de partidos de
oposição que varreu do Estado a última oligarquia remanescente do país, o
Partido do Movimento Democrático Brasileiro mergulhou numa crise sem precedente
em sua história e com consequências imprevisíveis para os diversos grupos que disputam o comando partidário.
Hoje pela manhã, em plena
tribuna da Assembleia Legislativa, coube ao presidente do diretório municipal
do PMDB deputado Roberto Costa, respondendo a insultos da deputada Andrea Murad,
nas redes sociais, pelo fato dele ter afirmado que o partido não possui projeto
para ex-deputado Ricardo Murad e reafirmar que ele não será candidato pela
legenda, chamou o pai da deputada de “desagregador, desequilibrado e traidor”.
Roberto Costa deixou claro que
o caminho de Murad no partido é a porta da rua e confirmou que o senador João
Alberto já fez o convite para que ele procure outra legenda se quiser ser
candidato a prefeito de São Luís, pois pelo PMDB jamais será. 
O parlamentar, no
entanto, abriu as portas do partido para a ex-governadora Roseana Sarney, se
quiser, disputar a prefeitura de São Luís.
Roberto Costa, surpreendeu o
plenário ao afirmar que passou a combater a postura autoritária de Ricardo
Murad a mando da ex-governadora Roseana Sarney e observou que Murad não possui autoridade
moral e muito menos eleitoral para postular a candidatura a prefeito de São Luís pelo
PMDB.  
O presidente municipal do partido
explicou que entre os grupos comandados por João Alberto e Ricardo Murad existe
uma diferença básica. “Nós nunca traímos nosso grupo, enquanto seu pai não
passa de um traidor, desagregador e desequilibrado, por isso não aceito, não
admito e não deixarei que o seu Ricardo Murad paute o PMDB”, adiantou Roberto
Costa.
A deputada, que estava em
plenário, tão logo Costa concluiu seu pronunciamento, correu para o seu
gabinete para pedir orientação do pai e retornou ao plenário esbaforida e cheia
de deboche. Reclamou que o seu companheiro de partido tenha usado os 30 minutos
do grande expediente para tratar, segundo ela, de um assunto ridículo.
“O PMDB já foi exposto ao
ridículo, humilhado e ainda a gente ainda tem que responder a ataque. Não
concordo com esse autoritarismo, V.Exª se acho dono partido ao ponto de querer
definir até quem é o candidato. Acho ridículo V.Exª usar 30 minutos para falar
sobre este assunto”, limitou-se a discursar Andrea Murad quando todos esperavam
que ela partisse para cima de Roberto Costa.  

Após o discurso da
parlamentar, Roberto Costa lamentou que o ex-deputado Ricardo Murad, de forma
autoritária, use o mandato da filha e a transforme num fantoche. 

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