5 de outubro de 2011

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05/10/2011 -

Jorge Vieira -

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Com sede de poder, Sarney quer indicar amigo investigado pelo MPF para o TRE-MA

O velho coronel de Curupu não se cansa de envergonhar o Maranhão, a Justiça e o Brasil. A desmoralização do STJ que anulou as provas contra o filho acusado de formação de quadrilha pela Polícia Federal, os coros de mais de 100 mil vozes que gritaram uníssonas “Ei Sarney vai tomar no c…”. Nada. Nada é capaz de conter a voracidade do morubixaba quando o assunto é cargo público.
Depois de enfiar goela abaixo do PMDB e da presidente Dilma Rousseff a indicação de Gastão Vieira para o Ministério do Turismo, o indigitado senador do Amapá bate à porta principal do 3° andar do Palácio do Planalto. E pasmem, outra vez para pedir a nomeação de um apadrinhado: o amigo e ex-presidente da Fundação José Sarney, José Carlos Sousa e Silva para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA).
Tanto cinismo e obsessão pelo poder fazem corar até monge de pedra. Não custa lembrar que o protegido da vez é alvo de investigação do Ministério Público Federal (MPF). Foi sob a batuta de José Carlos Sousa e Silva e os auspícios do coronel, que a Fundação José Sarney desviou para empresas fantasmas e outras da família Sarney dinheiro da Petrobras repassado em forma de patrocínio para um projeto cultural que nunca saiu do papel. Do total de R$ 1,3 milhão repassado pela estatal, ao menos R$ 500 mil reais foram parar em contas de empresas prestadoras de serviço com endereços fictícios em São Luís (MA) e até em uma conta paralela que nada tem a ver com o projeto.
Em 2009, o jornal O Estado de S. Paulo, publicou que uma parcela do dinheiro, R$ 30 mil, foi para a TV Mirante e duas emissoras de rádio, a Mirante AM e a Mirante FM, de propriedade da família Sarney, a título de veiculação de comerciais sobre o projeto fictício.
Esse é um dos aspectos do currículo do afilhado se Sarney que será analisado por Dilma Rousseff para decidir quem entre os três indicados pelo Tribunal de Justiça do Maranhão, cuja lista tem ainda Valdênio Caminha e Valney Oliveira, será o escolhido.
Considerando o discurso de tolerância zero da presidente com a corrupção dificilmente o ex-presidente da Fundação Sarney leva essa. Mas a seu favor tem as mãos, os pés e sabe-se lá mais o quê do Sarney a empurrar-lhe.
Até quando o Planalto vai contrariar a voz rouca das ruas ou seria a voz roqueira de mais de 200 mil brasileiros que mandaram Sarney tomar onde eles julgam merecer?

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