Cinismo de Sarney não tem limite – Jorge Vieira

27 de agosto de 2011

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27/08/2011 -

Jorge Vieira -

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Cinismo de Sarney não tem limite

Será que o cidadão comum maranhenses tem conhecimento de alguma imoralidade com a coisa pública que o senador José Sarney (PMDB) não esteja metido até o pescoço? Provavelmente não.  Sinceramente nunca vi tamanho cinismo numa só pessoa.
Sarney envelheceu e perdeu a vergonha, perdeu o censo do ridículo e acabou sendo flagrado usando aeronave da Polícia Militar do Maranhão enquanto um trabalhador agonizava a espera de socorro.
O velho coronel, sem dó nem piedade, ainda teve a desfaçatez de achar o episódio a coisa mais natural do mundo. Para ele, o sofrimento do povo humilde não tem nenhuma importância.  
A filha governadora, que segue o mesmo caminho, por exemplo, preferiu ficar em Brasília tentando convencer os caciques do DEM a apoiar a candidatura do seu protegido Max Barros a prefeito de São Luís que inaugurar o hospital de Paulino Neves, um dos municípios mais pobres do Estado, onde o povo não tem onde se tratar.
Imagino que Sarney tenha pacto com o Diabo, pois nunca vi um homem carregar tanta maldade quanto este “cidadão incomum”. Sua perversidade não tem limite, levou dois terços da população do Maranhão a viver abaixo da linha de pobreza só para poder dominá-la mais facilmente.
Conversando esta manhã com um amigo empresário, durante uma caminhada matinal na Litorânea, ele reclamava que sua geração está indo embora sem que tenha contribuído para nada com o desenvolvimento do Estado. E sabe quem era a esperança da geração dele? Sarney.
“O Sarney perdeu a noção do que seja certo ou errado. Usa o bem público como se dele fosse a tanto tempo que se viciou nesta prática. O maior exemplo foi a filmagem mostrada para todo o país, onde ele e o mega empresário Henry Duailibe, talvez o home mais rico do Estado, usam aeronaves da PM para passeio em sua ilha particular”, observou o amigo de caminhada.
Mas o que impressiona mesmo é o cinismo com que Sarney encara as críticas. Podem chamá-lo de corrupto, ladrão do dinheiro público, padroeiro dos bandidos de colarinho branco que nada lhe incomoda. O “incomum” parece ter nervos de aço e cara de Ipê.
Até quando teremos que continuar nos indignado com esse palhaço de bigode dando péssimo exemplo de comportamento humano? Até quando vamos ter que suportar a rapinagem praticada por seu grupo nos cofres do Estado? Pelo visto, até quando o tempo se encarregar de mandá-lo para outra dimensão.
Penso que chegou a hora da Justiça mostrar que não existe somente para punir pretos, podres e prostitutas e tome alguma providência contra esse canalha que emporcalha a política brasileira e nos faz sentir vergonha de tê-lo como conterrâneo.  

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