27 de outubro de 2017

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27/10/2017 -

Jorge Vieira -

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Bira classifica como mácula e repudia rejeição da segunda denuncia contra Michel Temer

Para o deputado Bira do Pindaré (PSB), a decisão do Congresso Nacional de não autorizar o processo contra o Presidente Michel Temer é um episódio lamentável, uma mácula que fica para a história como mais uma vergonha que depõe contra a imagem do Brasil no cenário internacional.

“O Temer foi flagrado cometendo crime comum, crime de improbidade, crime de corrupção, e isso foi para a televisão e todo mundo viu. Não precisa ser especialista em Direito Criminal para entender a gravidade do que ele fez quando recebeu aquele empresário nos porões do Palácio do Planalto e autorizou o recebimento de propina, que depois foi visto na mala, em praça pública, na calçada, todo mundo viu. Sem falar da dinheirama em apartamento, lá em Salvador, como todo mundo viu”, frisou.

O parlamentar destacou que é incompreensível como alguém que exerce uma representação pública em parlamento brasileiro tem coragem de votar a favor do Temer. Infelizmente, acrescentou, foi o que aconteceu na sessão de quarta-feira (25), considerada por ele como fatídica e que todo mundo acompanhou ao vivo, no momento de maior audiência da televisão brasileira.

“A gente nem precisa relacionar quem votou a favor, quem votou contra, porque o Brasil inteiro, o Maranhão inteiro viu pela televisão. Ninguém precisa dizer nada, a população sabe qual é a posição de cada deputado e de cada deputada que ontem se expressou naquele microfone do Congresso Nacional. É lamentável o que se viu e é lamentável o que fica para a história”, declarou.

Bira lembrou também o cenário e os discursos dos parlamentares para tirar a presidente da república Dilma Rousseff, acusada de ‘pedalada fiscal’ – algo que pouca gente tinha conhecimento e que, de repente, foi classificado como crime de responsabilidade. Em breve comparação, ele lembrou que o Temer fez coisa muito pior, mas continua no poder.

“Essa decisão a favor do Michel Temer foi a peso de ouro, dinheiro público das emendas parlamentares. E todos aqueles que, no impeachment da Dilma, declararam o voto em nome da mãe, do marido, da filha, do cachorro para dizer que estava votando contra a corrupção, silenciaram. Silenciaram porque nunca foi um voto contra a corrupção. Agora, o sujeito vai continuar na Presidência da República para tentar ajudar a manter aqueles que governam o país nas eleições do ano que vem. Mas o povo não é bobo. O povo acompanha e vai saber das respostas nas urnas”, concluiu ao reafirmar que sempre estará ao lado do povo, na luta por justiça.

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