21 de setembro de 2011

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21/09/2011 -

Jorge Vieira -

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Após comparecimento de Murad na Assembleia, oposição está convicta da existência de maracutaia na secretaria de Saúde

O deputado Marcelo Tavares (PSB), após o comparecimento do secretário Ricardo Murad (PMDB), na manhã da última terça-feira, no plenário da Assembleia Legislativa, disse que a bancada oposicionista está convicta da existência de graves irregularidades na pasta.
“A oposição do Maranhão saiu ontem da audiência pública convicta da existência de ralos na secretaria de Saúde. De todos os questionamentos que nós fizemos nenhum deles foi respondido pelo secretário Ricardo Murad. E aqui nós não dissemos coisas de pouca gravidade, nós afirmamos e reafirmamos denúncias já feitas aqui, como por exemplo, o uso do helicóptero TTHNU, locado da PMR,  que eu tive a oportunidade de mostrar com fotos, que nunca carregou doentes.
O helicóptero, segundo Tavares, foi contratado para carregar doentes, mas acabou servindo para carregar autoridades. “O que isto significa?  Crime, improbidade administrativa. Alugar ou fazer um contrato com determinado fim e desviar o fim desse contrato, desviar a finalidade desse contrato, isso é improbidade administrativa e o secretário confessou o crime, ao afirmar que, de fato, o helicóptero carregou autoridades e técnicos da secretaria para fiscalizar as obras, ele confirmou, confessou a improbidade administrativa”, esclarace.
Marcelo Tavares cobra que o Ministério Público cumpra seu papel fiscalizador, já que a Assembleia Legislativa não vai fazer nada. “Se o Ministério Público vai fazer algo, eu não sei, mas o secretário desdenhou do MPE, ao afirmar que não é qualquer promotorzinho ou uma ação popular, uma ação civil que vai fazer ele deixar de fazer alguma coisa”.
Marcelo diz ainda que as denuncias que fez sobre as licitações previamente acertadas pelas empresas e onde não há disputa não obteve resposta de Murad. “O Secretário silenciou a esse respeito. Denunciei também aqui, que as obras dos hospitais que tiveram a rescisão contratual com duas empresas, só para completar o hospital vai custar mais caro do que se começasse o hospital do zero. Inédito, no Brasil isso, quando complementar uma obra é mais caro do que fazer uma obra desde o início. Só na gestão de Ricardo Murad e de Roseana Sarney. E o que disse o Secretário? Nessa denúncia da oposição sobre o superfaturamento das obras? Nenhuma palavra”, denuncia.
As perguntas que Marcelo Tavares fez ao secretário Ricardo Murad e que ele não respondeu: 
“Nas eleições de 2010, as empresas com as maiores obras na secretaria de Saúde doaram para o PMDB milhares de reais, era V. Ex.ª que negociava com as empresas essas doações?”
“V. Ex.ª também recebeu doações dessas empresas?”.

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