13 de junho de 2015

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13/06/2015 -

Jorge Vieira -

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Andréa Murad e Adriano Sarney: entre o cinismo e a amnésia conveniente

andrea-e-adriano-sarney-550x325Sem nenhum histórico ou militância política – para o bem ou para o mal – Adriano Sarney e Andréa Murad não podem negar que são invenções dos pais Sarney Filho e Ricardo Murad, que utilizaram a força da máquina pública para elegê-los.

Ambos eram ilustres desconhecidos da população e atuavam nas sombras do submundo do poder, no caso de Adriano, e das colunas sociais e rodas de fofocas, no caso de Andréa.

Os dois não devem se envergonhar da herança – não são os únicos –  mas não podem arrotar que foram eleitos por desejo direto do povo, como fizeram na sessão desta quinta na Assembleia Legislativa.

Este mandato pertence a seus genitores, e cabe aos filhos utilizá-lo para disputar a reeleição de 2018. Aí sim poderão dizer que os votos são resultados do trabalho que desempenharam na AL.

Ainda mais porque na próxima eleição não terão a máquina pública para “convencer” o eleitor!

Antes, porém, dizer como disseram na tribuna da Assembleia, a filha de Ricardo Murad, que “ninguém está aqui como filho de ninguém”, e o filho de Sarney Filho, que representa a voz de 50 mil maranhenses que votaram e confiaram nele, é negar a própria história e cair no cinismo.

Não é o fato de não serem responsáveis pelos mal feitos dos pais, que podem ser isentos do passado, já que este lhes garantiu vida boa e estudos no exterior, como foi o caso de Adriano Sarney.

Ou será que ele pensa que esse privilégio e a sua educação foram pagos com os salários dos cargos públicos, que sua família ocupou ao longo de 50 anos?

Ou será que ele esquece que o Maranhão e o Brasil tomou conhecimento de sua existência em 2009, quando veio à tona o escândalo dos atos secretos do Senado, muitos deles realizados durante a presidência do seu avô, José Sarney ?

Na ocasião, a imprensa noticiou que a Sarcris Consultoria, da qual Adriano era sócio, intermediara a contratação de pelo menos cinco bancos para atuarem no crédito consignado aos servidores do Senado, em um esquema milionário.

Ele negou que tenha sido beneficiado pelo fato de ser neto de quem era.

Na época das denúncias, o gabinete do seu pai, então deputado federal, divulgou nota na qual afirmava que Adriano havia trabalhado como gerente do Departamento de Crédito do HSBC, banco que se transformou em cliente quando criou a própria empresa, e constou da lista das instituições autorizados a operar os consignados.

Seis anos depois, este mesmo banco, que vai fechar suas portas no Brasil, é acusado de uma das maiores fraudes fiscais da história ao facilitar para 106 mil clientes de 203 países abertura de  contas secretas na Suíça, sonegando milhares de dólares em impostos.

Tá no sangue!

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