30 de abril de 2015

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30/04/2015 -

Jorge Vieira -

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Ação do MP contra ex-procuradora protetora de Ricardo Murad repercute nacionalmente

Ex-procuradora-geral
de Justiça do MA vira ré em ação

Fátima Travassos é acusada de livrar cunhado de Roseana Sarney (PMDB) de
processo por formação de quadrilha

REYNALDO TUROLLO JR.

( FOLHA) – A ex-procuradora-geral de Justiça
do Maranhão, Maria de Fátima Rodrigues Travassos Cordeiro, é ré em ação de
improbidade administrativa acusada de ter livrado de um processo o cunhado da
ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), Ricardo Murad.

Segundo denúncia do Ministério Público do Maranhão contra a ex-chefe da
instituição, o favorecimento ao político aconteceu em 2011, quando ele, junto
com outros réus, respondia a um processo acusado de formação de quadrilha e
fraude em licitações.

O processo referia-se ao período em que Murad chefiou a Gerência de
Desenvolvimento da Região Metropolitana de São Luís, em 2005. Mais tarde, ele
virou secretário de Saúde de Roseana.

Em 2010, um ano antes do suposto favorecimento, Travassos havia sido
reconduzida ao cargo de procuradora-geral, apesar de ter ficado em segundo
lugar na lista tríplice submetida pelo Ministério Público à governadora.

De acordo com a Promotoria, Travassos pediu ao Tribunal de Justiça que
rejeitasse denúncia contra Murad, que já havia sido aceita antes em juízo, “sem
qualquer razão jurídica consentânea com o papel do Ministério Público” e
“somente em relação a um dos acusados, sendo este seu amigo pessoal e
notoriamente o responsável por sua recondução ao cargo que ocupava”.

“Aliás, tal amizade, vinculação e falta de independência [da então
procuradora] é fato público e notório e de conhecimento de toda a sociedade”,
diz a denúncia.

Murad também é réu no atual processo. Os promotores Tarcísio Bonfim e
João Leonardo Leal pedem à Justiça que condene os réus à perda de função
pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa e proibição de
contratar com o governo.

Os promotores não quiseram comentar a denúncia.

Travassos também responde a outras duas ações civis –numa delas, é
acusada de usar carro e motorista oficiais para atividades pessoais.

A Folha não conseguiu localizar os acusados nem seus advogados.

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